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Produção de biodiesel aprofunda desaceleração no mês de novembro

Atividade das usinas nacionais teve seu pior desempenho nos últimos cinco meses

BiodieselBR 4 min de leitura

A produção de biodiesel deu – mais – um passo atrás em novembro. As usinas reportaram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que fabricaram um pouco mais de 518 mil m³ ao longo do mês passado. Esse volume é cerca de 2% menor do que em novembro de 2021 quando a produção registrada foi de 528,3 mil m³.

Não há, nesse caso, qualquer desnível entre o patamar de mistura que ajude explicar a contração uma vez que a comparação é entre dois meses de vigência do B10.

Esse resultado desanimador por si só, parece confirmar ainda que a produção do setor – que, até agosto, vinha numa trajetória de crescimento consistente – voltou a perder fôlego. Nos últimos três meses, a quantidade de biodiesel fabricada vem apresentando tendência predominantemente de queda.

De janeiro até agora, a produção de biodiesel reportada pela ANP já soma um pouco menos que 5,75 milhões de m³. Isso coloca o resultado parcial de 2022 abaixo tanto do apresentado em 2021 (-7,6%), quanto do registrado em 2020 (-2,7%). O resultado só não foi pior porque o nível de demanda por óleo diesel segue firme.

A produção de biodiesel deu – mais – um passo atrás em novembro. As usinas reportaram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que fabricaram um pouco mais de 518 mil m³ ao longo do mês passado. Esse volume é cerca de 2% menor do que em novembro de 2021 quando a produção registrada foi de 528,3 mil m³.

Não há, nesse caso, qualquer desnível entre o patamar de mistura que ajude explicar a contração uma vez que a comparação é entre dois meses de vigência do B10.

Esse resultado desanimador por si só, parece confirmar ainda que a produção do setor – que, até agosto, vinha numa trajetória de crescimento consistente – voltou a perder fôlego. Nos últimos três meses, a quantidade de biodiesel fabricada vem apresentando tendência predominantemente de queda.

De janeiro até agora, a produção de biodiesel reportada pela ANP já soma um pouco menos que 5,75 milhões de m³. Isso coloca o resultado parcial de 2022 abaixo tanto do apresentado em 2021 (-7,6%), quanto do registrado em 2020 (-2,7%). O resultado só não foi pior porque o nível de demanda por óleo diesel segue firme.

Uma comparação simples entre os resultados dos últimos anos é difícil de fazer. Tanto em 2020 quanto em 2021 tivemos variações na mistura – tanto para cima quanto para baixo – já em 2022 a mistura se manteve estável em 10% ao longo de todo o período.

Em relação à demanda, o mercado se manteve ajustado com um saldo positivo de 7,1 mil m³ de biodiesel. Os números mais recentes mostram a venda de 5,23 milhões de m³ de biodiesel o que, descontado o consumo de 120 mil m³ de diesel náutico, absorveu 511 mil m³ de biodiesel puro.

Do começo do ano até agora, a produção das usinas já superou a demanda estimada em quase 53,8 mil m³.

Parada em Minas

O mapa da produção de biodiesel também mostra uma diferença importante: Minas Gerais está sem produzir biodiesel.

Embora não seja um grande produtor e conte com apenas uma usina ativa – a PBio de Montes Claros –, o estado tem sido um fabricante bastante confiável de biodiesel ao menos desde o começo de 2009. Nos últimos 14 anos, o estado só ficou sem produção em outras duas ocasiões (fevereiro de 2009 e julho de 2021).

A liderança na produção foi do Rio Grande do Sul de onde saíram 120,2 mil m³ de biodiesel em novembro passado. Apesar dessa dianteira, o estado viu sua produção retrair quase 14% em relação ao ano passado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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