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Importação de óleo diesel recuou 9% no ano passado

Em ano onde dominado pela Rússia, diesel importado correspondeu a aproximadamente 22% do total do derivado que foi consumido pelo mercado brasileiro em 2023

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O Brasil continua precisando trazer muito óleo diesel de fora, mas nem tanto quanto em 2022 quando as importações bateram na casa dos 15,7 milhões de m³. Pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), um pouco menos de 14,3 milhões de m³ do derivado entraram no país ao longo de 2023.

Esse resultado faz de 2023 o segundo ano mais importador da história do mercado brasileiro – mas por bem pouco. Em 2021 as importações foram um pouquinho mais de 14,2 milhões de m³. A diferença ficou abaixo dos 60 mil m³.

Considerando dados preliminares da ANP sobre a demanda anual de óleo diesel, as importações corresponderam a 21,8%. É uma fatia um pouco mais fina do que a dos últimos dois anos – foram 22,9% em 2021 e 24,8% em 2022 –, mas que não chega a ficar muito fora de esquadro em relação aos percentuais que vêm sendo registrados pelo mercado de 2017 para cá.

O Brasil continua precisando trazer muito óleo diesel de fora, mas nem tanto quanto em 2022 quando as importações bateram na casa dos 15,7 milhões de m³. Pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), um pouco menos de 14,3 milhões de m³ do derivado entraram no país ao longo de 2023.

Esse resultado faz de 2023 o segundo ano mais importador da história do mercado brasileiro – mas por bem pouco. Em 2021 as importações foram um pouquinho mais de 14,2 milhões de m³. A diferença ficou abaixo dos 60 mil m³.

Considerando dados preliminares da ANP sobre a demanda anual de óleo diesel, as importações corresponderam a 21,8%. É uma fatia um pouco mais fina do que a dos últimos dois anos – foram 22,9% em 2021 e 24,8% em 2022 –, mas que não chega a ficar muito fora de esquadro em relação aos percentuais que vêm sendo registrados pelo mercado de 2017 para cá.

Nos últimos sete anos, as importações têm se mantido sempre acima dos 20 pontos percentuais.

Isso apesar da Petrobras vir tomando medidas para aumentar sua participação no mercado. Em meados de maio, a petroleira nacional abandonou oficialmente a política de paridade de importação (PPI) que havia adotado em 2016.

Nessa última quinta-feira (18), a Petrobras deu mais um passo nesse sentido ao retomar as obras de ampliação da Refinaria de Abreu e Lima que estavam paradas desde 2015 quando a planta passou se tornou alvo das investigações da Operação Lava Jato. A capacidade de produção de óleo diesel planta pernambucana deverá ser ampliada em 13 mil m³ diários.

Preço mais baixo

Apesar da queda relativamente modesta no volume importado, o custo para manter o mercado brasileiro abastecido teve um recuo de importantes 30,6% indo de US$ 13,9 bilhões em 2022 para US$ 9,68 bilhões no ano passado.

Apesar do tombo no valor total apurado, este ainda foi o segundo ano mais caro da história. Na média, os importadores brasileiros de diesel pagaram US$ 683,82 por cada m³ que tiveram que trazer de fora; embora esta já seja uma relação mais favorável do que os US$ 877,32 do ano anterior quando a invasão da Ucrânia pela Rússia impactou os mercados globais de energia, os valores mais recentes ainda estão muito acima dos que vinham sendo praticados pelo mercado

Invasão russa

A Rússia, aliás, é um dos motivos do Brasil estar pagando um pouco menos pelo diesel importadio. Para contornar sanções impostas por países europeus, Moscou passou a buscar outros destinos para os combustíveis que fabrica. Em pouco tempo, o Brasil se tornou um dos principais para o diesel russo.

Quase exatamente metade de todo o combustível importado pelo país no ano passado veio da Rússia totalizando 7,2 milhões de m³. Um ano antes, o país não aparecia nem entre os cinco primeiros fornecedores de diesel para o Brasil.

A entrada da Rússia fez com que a participação dos Estados Unidos encolhesse quase 61% em apenas um ano indo de 9 para 3,5 milhões de m³.

O principal argumento da Rússia para capturar o mercado brasileiro foi preço. Barrada numa série de outros mercados, as petroleiras russas aceitam preços menores do que os internacionais. Na média, o Brasil pagou 8,1% menos pelo diesel russo do que pelo vendido por outros países.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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