Diesel da Rússia representou cerca de três quartos do volume que foi importado pelo Brasil no período
Depois do pico visto em junho, as importações de diesel feitas pelo Brasil deram um passo atrás em julho, com uma movimentação de pouco menos que 1,23 milhão de m³ – recuo de 17,6% no comparativo mensal.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) que foram compilados pela reportagem de BiodieselBR.com, o diesel da Petrobras custou, em média, R$ 440,55 menos do que o importado. Em junho, essa diferença estava em R$ 301,86, sendo que na primeira quinzena do mês ela estava em módicos R$ 164,57.
Depois do pico visto em junho, as importações de diesel feitas pelo Brasil deram um passo atrás em julho, com uma movimentação de pouco menos que 1,23 milhão de m³ – recuo de 17,6% no comparativo mensal.
A queda em julho fica mais compreensível se observarmos que a relação de paridade entre o combustível da Petrobras e as cotações internacionais de referência ficou bem mais favorável ao produto nacional.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) que foram compilados pela reportagem de BiodieselBR.com, o diesel da Petrobras custou, em média, R$ 440,55 menos do que o importado. Em junho, essa diferença estava em R$ 301,86, sendo que na primeira quinzena do mês ela estava em módicos R$ 164,57.
Em julho, o m³ de diesel importado chegou a estar quase R$ 733,00 acima do mesmo volume de diesel nacional. Esse vão foi se estreitando até chegar a R$ 280 no fechamento do mês.
Segundo lugar
Somando os volumes movimentados nos primeiros 7 meses do ano, já passamos da marca dos 8 milhões de m³ importados. Essa parcial coloca 2024 atrás só de 2022, quando, de janeiro a julho, as importações já haviam contribuído com 8,32 milhões de m³ de diesel para a demanda nacional – volume cerca de 3,6% maior do que o atual.
Por sorte, o custo de complementar a demanda com diesel importado ficou bem menor nesse meio tempo. Até este momento, o diesel importado custou US$ 4,93 bilhões. Bem abaixo dos US$ 7,21 bilhões de 2022 e, até, dos US$ 5,09 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Em julho, para manter o mercado nacional devidamente abastecido, o custo foi de US$ 740,6 milhões ou, aproximadamente, R$ 4,10 bilhões, caso o valor seja convertido para reais pela cotação média do dólar norte-americano.
O preço médio do diesel importado em dólares foi de US$ 602,66, alta de 6,2% sobre o valor pago no mês anterior. Isso reverte – ao menos uma parte – das quedas acumuladas nos quatro meses anteriores.
Liderança de mercado
Mais uma vez, a Rússia se sagrou como a principal fornecedora de diesel para o mercado nacional. O país europeu forneceu praticamente três quartos – 76,5% – do combustível importado pelo Brasil.
O volume restante veio praticamente todo dos Estados Unidos que – com 23,5% – teve sua maior participação no mercado nacional desde outubro do ano passado.
A Rússia segue vendendo combustível com desconto para o mercado brasileiro. Em julho, o diesel russo custou 11,1% menos do que o fornecido pelas refinarias norte-americanas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com