Volume entregue pelas usinas às distribuidoras ficou 75,2 mil m³ abaixo do que o esperado
Janeiro foi mais um mês de entregas fracas para o setor de biodiesel. Segundo dados divulgados ontem (02) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um pouco mais de 525 mil m³ do biocombustível foram carregados nas instalações dos fabricantes e partiram com destino às distribuidoras que fizeram aquisições no Leilão 77.
As entregas já realizadas garantem o faturamento com biodiesel de R$ 2,32 bilhões para as usinas.
Realizado na primeira quinzena de dezembro, o L77 negociou 1.176,9 mil m³ de biodiesel. O edital do processo determinava que, desse total, 600,2 mil m³ – o equivalente a 51% – deveriam ser entregas em janeiro. O volume informado pela ANP, contudo, representa menos de 87,5% da quantidade de biodiesel esperada para o período.
Janeiro foi mais um mês de entregas fracas para o setor de biodiesel. Segundo dados divulgados ontem (02) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um pouco mais de 525 mil m³ do biocombustível foram carregados nas instalações dos fabricantes e partiram com destino às distribuidoras que fizeram aquisições no Leilão 77.
As entregas já realizadas garantem o faturamento com biodiesel de R$ 2,32 bilhões para as usinas.
Realizado na primeira quinzena de dezembro, o L77 negociou 1.176,9 mil m³ de biodiesel. O edital do processo determinava que, desse total, 600,2 mil m³ – o equivalente a 51% – deveriam ser entregas em janeiro. O volume informado pela ANP, contudo, representa menos de 87,5% da quantidade de biodiesel esperada para o período.
Por conta da pandemia do coronavírus, o ano passado foi bastante turbulento para as usinas de biodiesel. No segundo e terceiro bimestres, as entregas caíram abaixo do patamar de 90% que são o patamar mínimo exigido pela ANP.
Piora
Embora tenha havido uma melhora significativa na performance do setor nos leilões 73 e 75, a situação voltou a piorar no final do ano. Embora as entregas do L76 tenham totalizado 91,3%, o resultado em dezembro foi de preocupantes 86,6%.
De certo modo, a queda na performance de entregas já era esperada. A quantidade de biodiesel que as distribuidoras arremataram em outubro surpreendeu. O volume comprado garantiria a venda de um pouco mais de 10 milhões de m³ de óleo diesel b – volume que seria o maior de toda a história para um último bimestre.
Desde o começo, essa perspectiva era considerada excessivamente otimista pelo mercado. No fim das contas, a demanda apurada pela ANP no sexto bimestre ficou em 9,58 milhões de m³ de diesel.
Altas expectativas
Apesar dessa frustração, as distribuidoras parecem ter mantido expectativas elevadas a respeito do crescimento do mercado de diesel no começo de 2021. As compras do L77 permitirian um aumento de robustos 9,6% nas vendas de diesel durante o primeiro bimestre.
A quantidade de biodiesel que foi de fato entregue permite a venda de 4,37 milhões de m³ de óleo diesel B. Esse volume está um pouco abaixo dos 4,43 milhões de m³ que foram movimentados pelo mercado em janeiro de 2020.
Mesmo colocando na conta os 9 mil m³ de biodiesel entregues pelos estoques reguladores, o resultado não muda muito. Todo o biocombustível entregue pelas usinas em janeiro permitiria que as distribuidoras comercializassem 4,45 milhões de m³ de diesel – estável em relação ao ano passado.
Usinas
Das 40 usinas que entregaram biodiesel para o mercado regular, apenas três – Aliança, Minerva e Três Tentos – fecharam janeiro com performance de entregas acima de 100%. Com 99,8% de entregas ,a Biopar MT bateu na trave.
Do outro lado temos nada menos que 25 fecharam janeiro com performance de entregas abaixo do piso de 90%. Esses fabricantes terão que correr atrás do prejuízo para conseguir encerrar o período de entregas do L77 sem terem que apresentar explicações para a ANP.
Os números sozinhos não significam que esses fabricantes tenham cometido qualquer improbidade. A baixa performance tem mais chances de ser resultado de falta de procura de biodiesel por parte dos distribuidores.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
