BiodieselBR

Entregas de biodiesel tem melhor desempenho desde 2011

O nível de entregas das usinas de biodiesel ao longo de 2016 foi o maior dos últimos cinco anos.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O setor de biodiesel não se saiu nada mau em 2016 no que tange a seu desempenho de entregas – indicador que mede quanto do combustível vendido nos leilões realmente chegou a sair das usinas com destino às distribuidoras. Divulgados os últimos números para o ano – os do L51 –, a performance geral fechou em 96,4%. Esse é o melhor resultado desde 2011 quando as entregas foram de 96,5%.

O setor de biodiesel não se saiu nada mau em 2016 no que tange a seu desempenho de entregas – indicador que mede quanto do combustível vendido nos leilões realmente chegou a sair das usinas com destino às distribuidoras. Divulgados os últimos números para o ano – os do L51 –, a performance geral fechou em 96,4%. Esse é o melhor resultado desde 2011 quando as entregas foram de 96,5%.

Em 2012, o nível de entregas despencou para menos de 91,3% e vem se recuperando lentamente desde então. Com um salto superior a dois pontos percentuais em relação ao índice anterior, 2016 já representa a maior mudança de patamar de desempenho nesse processo.

L51

Responsável pelo abastecimento do mercado durante o último bimestre do ano, o L51 teve desempenho de 96,7%. Foram entregues 615,3 dos 636,2 milhões de litros com os quais as usinas haviam se comprometido.



Com isso, o mercado conseguiu se recuperar da queda do L50, quando as entregas foram de apenas 94,8%.

O bom desempenho geral pode ser constatado pelo fato de nenhuma das 27 usinas vendedoras do L51 ter ficado abaixo do mínimo de 90% de entregas exigido pelas regras da ANP. O pior desempenho foi da Cargill que teve cravou 91% com 7,28 milhões de litros dos 8 milhões que havia vendido.

Na outra ponta temos seis usinas que conseguiram entregar tudo – ou praticamente tudo – o que prometeram. Brejeiro, BSBios de Passo Fundo, as plantas de Veranópolis e Iraquara da Oleoplan, a Cesbra e a Biocamp tiveram performances de, no mínimo, 99,6%. Sendo que três destas bateram a marca dos 100%

Acima do teto

A Brejeiro entregou 3.595 m³ de biodiesel contra vendas de apenas 3.000 m³ no L51. Isso representa uma performance de entregas de praticamente 120% sobre o vendido.

Segundo as regras da ANP as usinas e seus compradores têm liberdade para acertar a entrega de volumes maiores do que haviam sido originalmente contratados no leilão. Contudo, o item 12.11 do edital do L51 define um teto de 10% para esse tipo de operação.

“O Contrato estabelecerá a possibilidade de aumento do volume de biodiesel contratado de cada FORNECEDOR em até 10% (dez por cento), desde que haja capacidade ociosa para assegurar o percentual mínimo de biodiesel previsto em lei, e, assim, garantir o abastecimento nacional, nos termos da Lei nº 9.478, de 06/08/97.”

Queda

Em termos de volume, esses 96,4% representam que, dos 3,78 bilhões de litros de biodiesel que foram contratados entre os leilões 46 e 51, cerca de 3,65 bilhões realmente completaram o caminho entre os fabricantes e os clientes finais.



Apesar da melhora no desempenho das usinas de biodiesel, esse volume ficou abaixo dos 3,82 bilhões de litros que haviam sido entregues no ano passado. Resultado da prolongada crise que a economia brasileira vem amargando ao longo dos últimos dois anos que teve, como um de seus desdobramentos, uma queda na demanda de óleo diesel que até o mês de novembro já rondava os 5%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Compartilhar: