Do começo do ano até agora, o mercado já demandou aproximadamente 52 milhões de m³
Depois de terem relatado um resultado um pouco menos exuberante no mês de setembro, as distribuidoras voltaram a ver suas vendas de óleo diesel acelerarem. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o consumo do derivado ficou em 5,62 milhões de m³.
É oitavo mês consecutivo com vendas acima do patamar de 5 milhões de m³. O mercado nunca tinha visto uma sequência de meses tão boa. Mesmo em 2014 – ano que, até hoje, detém o recorde de vendas de diesel –, esse nível só foi atingido em cinco meses e não de forma sequencial.
Outubro de 2021 também foi o terceiro melhor mês da história para o segmento. Ele perde apenas para outubro de 2014 (5,73 milhões de m³) e para agosto desde ano (5,72 milhões de m³)
Depois de terem relatado um resultado um pouco menos exuberante no mês de setembro, as distribuidoras voltaram a ver suas vendas de óleo diesel acelerarem. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o consumo do derivado ficou em 5,62 milhões de m³.
É oitavo mês consecutivo com vendas acima do patamar de 5 milhões de m³. O mercado nunca tinha visto uma sequência de meses tão boa. Mesmo em 2014 – ano que, até hoje, detém o recorde de vendas de diesel –, esse nível só foi atingido em cinco meses e não de forma sequencial.
Outubro de 2021 também foi o terceiro melhor mês da história para o segmento. Ele perde apenas para outubro de 2014 (5,73 milhões de m³) e para agosto desde ano (5,72 milhões de m³)
Ao alcance
Com um pouco menos de 52,1 milhões de m³ de óleo diesel comercializados ao longo deste ano, a quebra do recorde está ao alcance. Faltam menos de 7,96 milhões de litros para igualar a marca de 60 milhões de m³ registrada em 2014.
Pode parecer bastante, mas a última vez em que o mercado brasileiro vendeu menos do que isso num último bimestre foi no distante ano de 2009. Considerando a média dos cinco últimos anos, a demanda de novembro e dezembro ficou em 9,06 milhões de m³. E o ano de 2021 vem se afastando muito da curva típica de demanda do mercado.
O bom resultado de outubro foi puxado principalmente pelos estados do Centro-Oeste onde o consumo de diesel cresceu 11,5% em relação ao ano passado. Foram 89,8 mil m³ a mais. O Sudeste, por outro lado teve um desempenho ruim com queda de 3,6% o que reduziu da demanda em 76,8 mil m³.
Em queda
Nem todos os segmentos do mercado de combustíveis estão recebendo os mesmos ventos favoráveis que vêm impulsionando o diesel.
No ciclo Otto – que soma etanol e gasolina – a demanda mensal fechou em 4,86 milhões de m³ o que representa uma contração de quase 7,7% sobre outubro de 2020. Junte nisso uma queda de 4,5% no consumo de GLP e o mercado brasileiro fica 0,5% menor do que um ano atrás com uma movimentação de 12,3 milhões de m³ de combustíveis.
No vermelho
A publicação dos dados finais também dá um pequeno alento para o déficit registrado na produção de biodiesel frente à demanda.
Descontado as vendas de diesel de uso náutico que não contém biodiesel, o saldo negativo vai de 76,4 mil m³ para menos de 65,1 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com