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Distribuidoras retiraram 90,2% do biodiesel comprado em março

Dados divulgados pela ANP mostram que a performance de entregas do mês passado beirou o mínimo legal

BiodieselBR.com 3 min de leitura

As distribuidoras não parecem estar muito ávidas em retirar o biodiesel que compraram durante o Leilão 71. Segundo dados que foram divulgados há pouco pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as entregas de biodiesel registradas no mercado regular durante o mês de março beiraram os 516,7 milhões de litros. Esse volume equivale a 90,2% do montante a ser entregue no período.

De acordo com o Anexo III do edital do L71, no mês de março deveriam ter sido entregues 51% do biodiesel arrematado. Com mais de 1,12 bilhões de litros negociados, a expectativa era que fossem movimentados um pouco mais que 572,8 milhões de litros. Ficaram faltando, 56,1 milhões de litros para fechar a conta.

As distribuidoras não parecem estar muito ávidas em retirar o biodiesel que compraram durante o Leilão 71. Segundo dados que foram divulgados há pouco pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as entregas de biodiesel registradas no mercado regular durante o mês de março beiraram os 516,7 milhões de litros. Esse volume equivale a 90,2% do montante a ser entregue no período.

De acordo com o Anexo III do edital do L71, no mês de março deveriam ter sido entregues 51% do biodiesel arrematado. Com mais de 1,12 bilhões de litros negociados, a expectativa era que fossem movimentados um pouco mais que 572,8 milhões de litros. Ficaram faltando, 56,1 milhões de litros para fechar a conta.

Considerando somente os preços médios praticados no L71, os volumes entregues em março renderam às usinas um total de R$ 1,55 bilhão. São R$ 170,9 milhões menos do que seria possível.

Parcial

Embora o resultado seja parcial – ainda faltam os números de abril –, o percentual de entregas beira o piso de 90% exigido pela ANP dos fabricantes. No item 12.14 o edital do L71 determina que usinas que fiquem abaixo desse patamar podem acabar impedidas de participar do Leilão 74.

Nem todos os fabricantes se saíram mal. Cofco, Brejeiro, JBS de Campo Verde, Biofuga, Cargill e ADM de Rondonópolis entregaram mais biodiesel do que precisariam. Quase metade das usinas – 19 das 40 –, contudo, ficaram abaixo do limite de 90%.

A punição, no entanto, vai depender da falha ser considerada como culpa da usina. Caso a ANP entenda que foram as distribuidoras que não apareceram para retirar o biodiesel comprado, a suspensão ao fabricante não é aplicada.

Os distribuidores que não retiram todo o biodiesel comprado nos leilões devem pagar multa de 10% sobre o preço de referência do biodiesel que deixaram de buscar.

Primeiro impacto

Embora ainda não seja tão dramática, a queda nas entregas de março revela os primeiros reflexos da queda na demanda de combustíveis causada pela epidemia de coronavírus no país.

O primeiro caso da doença no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde em 26 de fevereiro. Em 20 de março o Senado aprovou decreto reconhecendo que o Brasil está em estado de calamidade pública. Muitos estados e cidades adotaram políticas de contenção de doença que limitam a movimentação de pessoas e atividades econômicas não essenciais.

Ainda não há estimativas oficiais sobre os impactos dessa crise de saúde pública sobre o consumo de combustíveis no Brasil. Essa semana, a Ipiranga apontou que suas vendas de diesel caíram em quase um terço. A distribuidora é responsável por praticamente um quinto o mercado brasileiro.

O ministro Bento Albuquerque também já antecipou que a Petrobras vem sentindo a forte redução nas vendas de derivados.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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