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Demanda brasileira de óleo diesel ficou 1,2% menor em 2020

Resultando fraco em dezembro acabou neutralizando a recuperação do mercado ao longo do segundo semestre

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O mercado bem que tentou uma corrida de recuperação, mas, no fim das contas, o ano passado encerrou com resultados negativos no segmento diesel. Segundo dados preliminares divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2020 foram consumidos um pouco mais que 56,6 milhões de m³ de óleo diesel B. Este volume é 675 mil m³ menor do que em 2019, o que representa uma queda de 1,2%.

O resultado de 2020 prolonga ainda mais a árdua escalada que o mercado brasileiro vem fazendo desde 2017 para conseguir voltar ao topo. Em 2014, os brasileiros chegaram a consumir pouco mais de 60 milhões de m³ do derivado. Mas a dura crise que atingiu a economia brasileira fez com que a demanda encolhesse para 54,3 milhões de m³ em 2016.

O mercado bem que tentou uma corrida de recuperação, mas, no fim das contas, o ano passado encerrou com resultados negativos no segmento diesel. Segundo dados preliminares divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2020 foram consumidos um pouco mais que 56,6 milhões de m³ de óleo diesel B. Este volume é 675 mil m³ menor do que em 2019, o que representa uma queda de 1,2%.

O resultado de 2020 prolonga ainda mais a árdua escalada que o mercado brasileiro vem fazendo desde 2017 para conseguir voltar ao topo. Em 2014, os brasileiros chegaram a consumir pouco mais de 60 milhões de m³ do derivado. Mas a dura crise que atingiu a economia brasileira fez com que a demanda encolhesse para 54,3 milhões de m³ em 2016.

A retomada tem se mostrado difícil. Em 2019, o consumo de diesel chegou a 57,3 milhões de m³.

Freada brusca

No começo do ano, tudo parecia indicar que o Brasil subiria mais um degrau. O consumo de diesel acumulado durante o primeiro trimestre apresentou um crescimento de 2,5% sobre o mesmo período de 2019.

Se a demanda tivesse seguido nessa mesma toada por todos o ano, ela teria atingido cerca de 58,7 milhões de m³ de diesel. Isto transformaria 2020 no segundo melhor ano para o mercado em toda a história.

Mas a chegada do coronavírus no Brasil, a partir de março, e a consequente imposição de medidas de restrição sobre a movimentação de pessoas e de bens por estados e municípios fez com que esse ímpeto descarrilhasse. Em abril, as vendas de diesel encolheram 13,9% – a maior contração do consumo mensal desde maio de 2018, quando uma greve caminhoneiros paralisou o país durante praticamente duas semanas.

No ano passado, conforme grande parte do país foi saindo da quarentena, a demanda de diesel reagiu. Embora não tenham sido suficientes para recuperar integralmente as perdas, os números do mercado se mantiveram no campo positivo durante a maior parte do segundo semestre.

O resultado particularmente vistoso de outubro, quando foram movimentados quase 5,54 milhões de m³, parecia sacramentar a virada. Ele foi o segundo melhor resultado mensal da história, perdendo somente para o de outubro de 2014.

Derrapada

No entanto, o mercado perdeu novamente seu norte em dezembro. No último mês do ano, as distribuidoras reportaram vendas de apenas 3,83 milhões de m³ de diesel. Este é o menor resultado para dezembro desde 2009, quando a demanda ficou em 3,80 milhões de m³.

De todas as regiões brasileiras, apenas o Centro-Oeste teve aumento no consumo de diesel em dezembro. Principal mercado consumidor do país, os estados do Sudeste viram o consumo de diesel recuar 15,8%, indo de 1,68 para 1,42 milhão de m³.

Importação

Embora tenha recuado cerca de dois pontos percentuais em relação a 2019, o diesel importado representou mais de um quinto do consumo total do mercado brasileiro pelo quarto ano seguido.

No ano passado, as importações de diesel medidas pelo Ministério da Economia somaram 11,8 milhões de m³. Este volume representa um pouco menos 20,9% do mercado interno.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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