Números preliminares da ANP indicam que o mês teve um saldo positivo de 9 mil m³
Depois de três meses no vermelho, o saldo entre a produção de biodiesel e o consumo do mercado brasileiro parece ter voltado a ficar no campo positivo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas reportaram uma produção de 851,3 mil m³ de biocombustível no mês de abril; volume o suficiente para atender à demanda de 842,3 mil m³ estimada para o período.
Isso deixa um saldo de 9 mil m³, ajudando a baixar – ao menos um pouco – o déficit de mais de 100,4 mil m³ acumulado ao longo dos últimos três meses. Desde o final do ano passado, o balanço entre oferta e demanda de biodiesel não fechava um mês no azul.
Mas isso, é claro, vai depender dos dados finais sobre o consumo de diesel. Segundo o painel dinâmico da ANP, o mercado brasileiro demandou perto de 6,65 milhões de m³ do derivado em abril o que – admitindo que as vendas de diesel marítimo não se afastem muito da média mensal dos últimos 12 meses – exigiria um pouco menos de 830,2 mil m³ de biodiesel puro.
Junte aí os 12,1 mil m³ que foram exportados no período e teremos uma demanda total de 842,3 mil m³.
Centro-Oeste na dianteira
No total, a produção de biodiesel avançou 7% sobre o mesmo mês do ano passado.
A maior parte desse crescimento, contudo, se concentrou na Região Centro-Oeste. Lá, a produção teve um aumento de 45,1 mil m³ – 14,2% – entre abril de 2025 e abril de 2026, fazendo com que o volume atingisse a marca de 363 mil m³.
Foi o maior aumento tanto em termos absolutos quanto percentuais para uma região brasileira no período.
Esse é o terceiro mês seguido de domínio do Centro-Oeste sobre a produção de biodiesel. A região resumed a dianteira do setor em fevereiro, depois de seis meses de liderança da Região Sul.
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