Com base nos novos números, a performance de entregas do setor subiu de 97,7% para 105,3% do volume contratado</p>
O setor de biodiesel teve um 4º bimestre (4B) bem melhor do que se supunha. Uma correção nos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que as entregas das usinas no período beiraram os 1,67 milhão de m³, mais de 74,8 mil m³ acima do valor que havia sido informado originalmente.
De fato, as entregas de julho foram corrigidas, subindo de 757,4 mil m³ para 832,3 mil m³, justamente em função do acréscimo dos 74,8 mil m³ de biodiesel entregues pela Cargill no período.
O setor de biodiesel teve um 4º bimestre (4B) bem melhor do que se supunha. Uma correção nos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que as entregas das usinas no período beiraram os 1,67 milhão de m³, mais de 74,8 mil m³ acima do valor que havia sido informado originalmente.
Uma correção nos números estava prevista. O mercado já sabia que os dados de julho não retratavam adequadamente os volumes que haviam sido movimentados, uma vez que as planilhas originais não traziam as informações das 4 usinas da Cargill.
De fato, as entregas de julho foram corrigidas, subindo de 757,4 mil m³ para 832,3 mil m³, justamente em função do acréscimo dos 74,8 mil m³ de biodiesel entregues pela Cargill no período.
Dupla contagem
Essa correção encerraria o problema. Contudo houve um deslize da parte da ANP também na prestação das contas referentes ao mês de agosto.
No final do ano passado, a multinacional completou a aquisição das usinas da Granol em Anápolis (GO), Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS). Até julho, os números dessas plantas ainda eram computados sob o nome Granol quando a razão social das três plantas passou a ser Cargill Novos Horizontes.
Em agosto, contudo, a ANP publicou os números tanto como Granol quanto como Cargill o que multiplica por dois os volumes entregues pelas 3 plantas. Eliminado esse engano, as entregas da Cargil totalizaram 72,8 mil m³ e não os 122 mil m³ que podem parecer com base na planilha publicada pela ANP no último dia 04 de outubro.
Consolidadas as mudanças, as entregas da Cargill passam a ser de 147,6 mil m³ – avanço substancial em relação aos 108,2 mil m³ que a multi vinha entregando nos três primeiros bimestres deste ano – o que a coloca em segundo lugar no ranking de maiores vendedores de biodiesel do 4B atrás apenas dos 167,8 mil m³ reportados pela Oleoplan.
Considerando os preços médios do produto apurados pela ANP para os meses de julho e agosto, o volume entregue pelos fabricantes de biodiesel alcançou um valor de mercado de aproximadamente R$ 8,54 bilhões.
Acima de 100%
Feitas as devidas correções, a performance de entregas do setor voltou a superar a marca de 100%.
Segundo a informação mais recente, as distribuidoras contrataram 1,63 milhão de m³ de biodiesel para o 4B. Dessa forma, as entregas reportadas pelas usinas representaram 102,3% do volume contratado.
Os novos dados praticamente igualam os números reportados por produtores e distribuidores. Entre ambos, agora, a diferença ficou em meros 0,4% ou 6,7 mil m³ a mais para os distribuidores.
O volume de biodiesel entregue autoriza a venda de mais de 11,9 milhões de m³ de óleo diesel B14. Esse volume está ligeiramente abaixo da quantidade de diesel que foi movimentada pelas distribuidoras no bimestre. A demanda doméstica de biodiesel no 4B foi de 1,67 milhão de m³.
Atualização em 17 de outubro – O texto e os gráficos foram corrigidos em função da identificação da duplicidade nos números da Cargill Novos Horizontes e Granol.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com