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Produção de óleos vegetais devem superar a demanda

oleo vegetal_oferta_010713A produção de óleos vegetais e de gorduras provavelmente vai exceder a demanda em 2013/14, de acordo com a consultoria Oil Word.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A produção de óleos vegetais e de gorduras provavelmente vai exceder a demanda em 2013/14, de acordo com a consultoria Oil Word.


A produção de óleos vegetais e gorduras provavelmente vai exceder a demanda em 2013/14, de acordo com a previsão publicada no final da semana passada da consultoria alemã Oil Word. A possibilidade do excesso se deve ao aumento na fabricação dos óleos de girassol e soja, combinado com a queda da demanda puxada pelo biodiesel.

A produção total de 17 óleos e gorduras categorizados pela consultoria deve crescer de 187,3 milhões para 193,8 milhões de toneladas até setembro de 2014. Já o consumo deve passar de 187,6 milhões para 192,9 milhões de toneladas. Com essa diferença entre demanda e produção, os estoques devem crescer e chegar a aproximadamente 24,2 milhões de toneladas.

As cotações do óleo de soja caíram 11% nos últimos 12 meses em Chicago e a probabilidade de mais quedas também na próxima temporada é grande. Segundo a Oil Word, os mandatos de biodiesel inalterados na União Europeia e a demora na implementação de misturas maiores no Brasil e na Argentina indicam que há pouco espaço para crescimento da demanda de óleos vegetais pelo biocombustível. “É provável que o preço dos óleos fique perto dos óleos minerais brutos para atrair alguma demanda adicional como fonte de energia”, explica.

Oleaginosas
Os preços da soja e outras oleaginosas também tendem a cair nos próximos meses, como resultado da perspectiva de grandes aumentos da colheita nas Américas e na Europa. De acordo com a consultoria, tem potencial de queda os grãos de soja, semente de girassol, canola, palma de óleo, entre outros.

A colheita da temporada 2013/2014 de um total de 10 oleaginosas deve aumentar de 463,5 para 484,5 milhões de toneladas, estima a consultoria. O crescimento será puxado principalmente pela soja, que prevê um aumento de mais de 18 milhões de toneladas em relação à safra passada. A cotação do grão dos EUA deve cair 18% e ficar em uma média de U$ 480 e do Brasil deve cair 22% e ficar em U$ 430 a tonelada.

Sementes de girassol da União Europeia tem previsão de queda de 17%, chegando a U$ 530 a tonelada, enquanto a canola pode cair 15%, ficando em U$ 525.

Patrícia Herman – BiodieselBR.com
Com informações Business Week, Business Recorder, The Economic Times
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