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Produção de metanol nos EUA fica menos atraente

Com margens mais apertadas e maior competição de derivados do petróleo, indústria de metanol enfrenta cenário menos favorável nos Estados Unidos.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Não tem muito tempo, o futuro da indústria de mundial de metanol parecia estar nos Estados Unidos. O boom na exploração de gás de xisto provocou uma acentuada queda nos preços do principal insumo da indústria o que, por sua vez, levou a diversos fabricantes a anunciarem investimentos em capacidade produtiva no mercado norte-americano.

Não tem muito tempo, o futuro da indústria de mundial de metanol parecia estar nos Estados Unidos. O boom na exploração de gás de xisto provocou uma acentuada queda nos preços do principal insumo da indústria [veja gráfico] o que, por sua vez, levou a diversos fabricantes a anunciarem investimentos em capacidade produtiva no mercado norte-americano.

Pelos menos quatro projetos foram anunciados ao longo dos últimos dois anos totalizando 10,3 milhões de toneladas anuais em capacidade produtiva. Destes, o mais simbólico sobre nova conformação da indústria global foi a realocação de duas plantas – com um milhão toneladas em capacidade cada uma –pertencentes ao conglomerado canadense Methanex que, antes, estavam no Chile.

No entanto, o sonho americano da indústria de metanol parece estar mais difícil de se tornar realidade. Isso porque os preços do metanol vêm apresentando queda consistente, o que vem erodindo as margens para os fabricantes.


China

Além desse golpe, parte dos projetos foram pensados para abastecer a demanda do mercado Chinês por olefinas – compostos usados principalmente na fabricação de plásticos e químicos industriais.

Nesse mercado, no entanto, o metanol vem enfrentando crescente competição do petróleo. Entre meados de 2014 e o começo de 2016, os preços internacionais do barril perderam mais de 70% do valor indo – no caso do óleo tipo Brent – de uma máxima de US$ 111,80 em junho de 2014 para uma mínima de US$ 30,70 em janeiro passado.


Olhando pelo prisma positivo, a queda livre nas cotações parece ter se encerrado. Nos últimos seis meses, o petróleo recuperou parte de seu valor. Em junho a cotação média do barril foi de US$ 48,25 o que pode renovar um pouco do fôlego dos fabricantes de metanol.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Platts 
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