Distribuidoras compraram 33,5% mais biodiesel do que precisam para cumprir as metas definidas pela ANP
Nos dois últimos meses de 2023, o mercado terá pouco mais de 1,28 milhão de m³ de biodiesel para atender à demanda da mistura obrigatória. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), este foi o volume contratado entre usinas e distribuidores de combustíveis até esta quarta-feira (08).
É comum que contratos complementares sejam fechados ao longo do bimestre – no quinto bimestre (5B), o volume teve um aumento 21 mil m³ entre a primeira e a última versão dos números.
Multiplicado pelo valor mais recente do biodiesel – R$ 4.173,04 por m³ na média nacional –, este volume de biodiesel teria um valor de mercado de R$ 5,34 bilhões.
O montante do biodiesel que já está comprado para o 6B representa um crescimento de 17,2% sobre os contratos que foram fechados no mesmo período do ano passado. O percentual fica um pouco aquém do esperado quando se leva em conta que a mistura obrigatória avançou de 10% para 12% entre os dois bimestres.
Nos dois últimos meses de 2023, o mercado terá pouco mais de 1,28 milhão de m³ de biodiesel para atender à demanda da mistura obrigatória. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), este foi o volume contratado entre usinas e distribuidores de combustíveis até esta quarta-feira (08).
É comum que contratos complementares sejam fechados ao longo do bimestre – no quinto bimestre (5B), o volume teve um aumento 21 mil m³ entre a primeira e a última versão dos números.
Multiplicado pelo valor mais recente do biodiesel – R$ 4.173,04 por m³ na média nacional –, este volume de biodiesel teria um valor de mercado de R$ 5,34 bilhões.
O montante do biodiesel que já está comprado para o 6B representa um crescimento de 17,2% sobre os contratos que foram fechados no mesmo período do ano passado. O percentual fica um pouco aquém do esperado quando se leva em conta que a mistura obrigatória avançou de 10% para 12% entre os dois bimestres.
Apesar disso, há biodiesel suficiente para garantir que as distribuidoras possam vender um pouco menos que 10,7 milhões de m³ de óleo diesel B. Este volume representa um aumento de aproximadamente 3,8% sobre os cerca de 10,3 milhões de m³ de óleo diesel que o mercado movimentou no 6B de 2022.
Além disso, o montante supera em quase 33,5% a meta de aquisição que havia sido estipulada pela ANP para as distribuidoras. Isso mostra um apetite das companhias por biodiesel. Nos cinco primeiros bimestres do ano, as contratações superaram as metas por uma margem de 27,2%.
Retomada
Depois de ter perdido a liderança no bimestre passado – quando ficou apenas na quarta colocação –, a Be8 (ex-BSBios) voltou a topo do ranking dos maiores vendedores de biodiesel no 6B. Foram 137,6 mil m³, o que dá ao fabricante uma fatia de 10,8% do mercado nacional. Os contratos podem render para a companhia em torno de R$ 574,2 milhões, considerando os preços da última semana.
Já o segundo lugar coube à Potencial, que comercializou 130,6 mil m³ e ficou com uma fatia de 10,2%. Com isso, em torno de R$ 545 milhões foram contratados.
No total, 31 fabricantes de biodiesel conseguiram fechar contratos no 6B. De todos eles, apenas a Granol falhou em cumprir suas metas para o bimestre. A empresa comercializou o equivalente a 10,7 mil m³, ficando com um saldo negativo de quase 17,3 mil m³ ante suas obrigações.
Em agosto, a Granol teve parte de seus ativos – inclusive suas três usinas de biodiesel – adquiridos pela Cargill. O negócio foi aprovado pelo Cade em meados de setembro.
Todos os demais produtores de biodiesel superaram suas metas para o bimestre. Além disso, seis não tinham metas definitas: Aliança, Amaggi, Caibiense, Prisma, Brejeiro e a Unibras de Santo Antônio do Tauá.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com