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Volta por cima: Granol encerra 2021 com faturamento e lucro recordes

Empresa deixou para trás uma sequência de perdas e teve seu terceiro ano seguido no azul

BiodieselBR.com 5 min de leitura

A Granol está conseguindo se reerguer. Depois de ter amargado uma fase ruim entre os anos 2016 e 2018 – quando acumulou quase R$ 400 milhões em prejuízos –, a empresa virou o jogo. Nos últimos três anos, o grupo substituiu o vermelho pelo azul em seus balanços. E, agora, teve seu melhor ano desde 2010.

Em 2021, a empresa teve a melhor receita de sua história, com um valor superior a R$ 6,1 bilhões. Além disso, apresentou crescimento de expressivos de 45,7% sobre o resultado do período anterior, quando as vendas de produtos e serviços garantiram a entrega de um pouco menos de R$ 4,2 bilhões ao caixa da companhia.

É uma virada e tanto. O grupo de origem paulistana foi duramente atingido pela crise que se abateu sobre a economia brasileira no biênio 2015/2016. As receitas que vinham em uma crescente desde 2010 – acumulando alta de 128% em cinco anos – levaram um tombo. De mais de R$ 3,8 bilhões em 2015, ano que antecedeu ao terremoto, o faturamento da Granol caiu para menos de R$ 1,8 bilhão em 2017.

A Granol está conseguindo se reerguer. Depois de ter amargado uma fase ruim entre os anos 2016 e 2018 – quando acumulou quase R$ 400 milhões em prejuízos –, a empresa virou o jogo. Nos últimos três anos, o grupo substituiu o vermelho pelo azul em seus balanços. E, agora, teve seu melhor ano desde 2010.

Em 2021, a empresa teve a melhor receita de sua história, com um valor superior a R$ 6,1 bilhões. Além disso, apresentou crescimento de expressivos de 45,7% sobre o resultado do período anterior, quando as vendas de produtos e serviços garantiram a entrega de um pouco menos de R$ 4,2 bilhões ao caixa da companhia.

É uma virada e tanto. O grupo de origem paulistana foi duramente atingido pela crise que se abateu sobre a economia brasileira no biênio 2015/2016. As receitas que vinham em uma crescente desde 2010 – acumulando alta de 128% em cinco anos – levaram um tombo. De mais de R$ 3,8 bilhões em 2015, ano que antecedeu ao terremoto, o faturamento da Granol caiu para menos de R$ 1,8 bilhão em 2017.

Em apenas dois anos, as vendas da companhia voltaram aos níveis do começo da década.

Embora os bons resultados pareçam ter vindo de todas as áreas de negócio, os ganhos com as entregas de biodiesel fabricado pela companhia tiveram alta de 32,5%, enquanto as receitas de outras áreas de negócios tiveram avanços mais robustos, chegando perto dos 59%.

O mercado de biodiesel rendeu R$ 2,78 bilhões à empresa no ano passado. Outros R$ 44,2 milhões vieram dos prêmios pagos pela Petrobras por sua participação nos estoques reguladores de biodiesel.

Prejuízo

Com as receitas em queda, a empresa passou a dar prejuízos. O maior golpe foi em 2016, quando o balaço da Granol ficou negativo em R$ 291,8 milhões. Em apenas um ano, a empresa havia perdido mais dinheiro do que havia ganhado nos quatro períodos anteriores.

Embora a sangria tenha diminuído de intensidade nos anos seguintes, entre 2016 e 2018, a Granol acumulou R$ 397,3 milhões em prejuízos. As dificuldades chegaram ao ponto de a empresa colocar parte de seus ativos no mercado.

Segundo publicação do jornal Valor Econômico feita em agosto de 2018, as usinas de biodiesel da Granol em Anápolis (GO) e em Porto Nacional (TO) por pouco não foram compradas pela Cargill.

A virada veio em 2019, quando o balanço apontou lucro líquido de R$ 212,8 milhões. Com R$ 334,5 milhões de lucro ano passado, a Granol consolida essa aparente retomada. A lucratividade da empresa ficou perto dos 5,5%.

Endividada

Apesar da melhora no desempenho, a Granol ainda acumulava uma dívida líquida de R$ 1,85 bilhão ao final do período fiscal – cerca de 10% a menos do que os R$ 2,05 bilhões apontados um ano antes.

O endividamento elevado ainda pode ser uma pedra no sapato da companhia.
De acordo com seu balanço, a empresa terá que pagar mais de R$ 205,7 milhões em 2023 e esse valor vai subir até atingir R$ 939,3 milhões em 2026.

Além disso, a Granol tem outra fragilidade em um de seus principais negócios: a produção de biodiesel. Embora sua produção venha crescendo ao longo dos últimos quatro anos, a empresa ainda tem ociosidade.

Com três usinas de biodiesel em seu portfólio – Anápolis (GO), Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS) – o grupo tem uma capacidade produtiva anual de 1,18 bilhão de litros. Ele é superado apenas pelos 1,24 bilhão de litros da Olfar.

Apesar do porte, a Granol foi apenas a quinta maior produtora de biodiesel do ano passado, com 523,3 milhões de litros fabricados. Desta forma, o nível de utilização do parque produtivo da empresa foi de apenas 44,3%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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