Fabricantes entregaram 960 mil m³ de biodiesel ao longo do 2º bimestre, volume foi 26,1% menor do que no mesmo período do ano passado
Chegou bem perto. Dos 976,4 mil m³ de biodiesel que foram contratados entre usinas e distribuidoras para atender à demanda do segundo bimestre (2B), um pouco mais de 960 mil m³ foram realmente entregues. Isso equivale a uma performance de 98,3% – consideravelmente acima dos 94,8% que o mercado apresenta historicamente.
Não é bem o que tem acontecido. No primeiro bimestre, as entregas corresponderam a 93,8% do volume contratado. Novamente, o volume entregue não chegou a superar o contratado.
Chegou bem perto. Dos 976,4 mil m³ de biodiesel que foram contratados entre usinas e distribuidoras para atender à demanda do segundo bimestre (2B), um pouco mais de 960 mil m³ foram realmente entregues. Isso equivale a uma performance de 98,3% – consideravelmente acima dos 94,8% que o mercado apresenta historicamente.
Vale ressaltar, contudo, que diferente do que acontecia nos leilões públicos, nem todo o biodiesel precisa passar pelo regime de contratação antecipada. O desenho do novo sistema de comercialização prevê que 20% do volume consumido pode ser negociado via mercado spot.
Não é bem o que tem acontecido. No primeiro bimestre, as entregas corresponderam a 93,8% do volume contratado. Novamente, o volume entregue não chegou a superar o contratado.
Apenas uma usina que não tinha contratos fechados na virada do bimestre chegou a informar que entregou biodiesel no 2B: a Bionorte de São Miguel do Araguaia (GO) que entregou míseros 28 m³.
Muitas outros fabricantes, contudo, entregaram bem mais biodiesel do que precisariam. A JBS de Mafra (SC) colocou 27,5 mil m³ no bimestre, cerca de 81% além dos 15,2 mil m³ que tinha em contratos. Somando suas outras 2 unidades produtivas – Lins (SP) e Campo Verde (MT) – o Grupo JBS entregou 73,2 mil m³. Cerca de 16,5 mil m³ a acima do volume contratual.
Um quarto a menos
Em relação ao ano passado, o volume de biodiesel entregue no 2B – 960 mil m³ – representa uma contração de 26% em relação ao mesmo período de 2021.
A contração é um pouco maior que os 23% que o corte da mistura obrigatória de 13% para 10% justificaria.
A maior parte do volume do bimestre foi entregue em março. Foram 499,8 mil m³ – 52,1% do total. Na segunda metade do período as entregas caíram para 460,1 mil m³.
Em termos de volume, a BSBios foi a maior fornecedora do período. A empresa foi responsável por entregar 136 mil m³ no período, o que equivale a 96,4% do total que tinha contratado com distribuidoras.
Já entre os estados, o destaque foi o Rio Grande do Sul com praticamente 246,6 mil m³ entregues.
A produção gaúcha avançou cerca de 15,2% aumentando em 32,5 mil m³ em relação ao bimestre anterior.
Percentualmente, contudo, Santa Catarina foi o estado que mais avançou indo de 27,9 para 46 mil m³ entre o 1º e o 2º bimestre de 2022. O crescimento de 64,5% foi alavancado principalmente pela alta na produção da JBS de Mafra.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com