Petrobras Biocombustível registra perda recorde em 2013
No ano passado, a Petrobras Biocombustível registrou o pior prejuízo desde sua fundação. As perdas aumentaram 17% em relação a 2012.
BiodieselBR.com ··4 min de leitura
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A Petrobras Biocombustíveis encerrou 2013 registrando a maior perda de sua história com uma piora de 17% sobre o prejuízo registrado em 2012. A informação consta dos materiais que a Petrobras divulgou hoje (26) com seus resultados para o 4ª trimestre do ano passado. O grupo como um todo teve lucro líquido de R$ 23,5 bilhões no período.
Apesar do mal resultado anual, a PBio conseguiu estancar – ao menos em parte – a sangria registrada no 3º trimestre quando as perdas chegaram a R$ 96 milhões.
A Petrobras Biocombustíveis (PBio) encerrou 2013 registrando a maior perda de sua história. Com o biodiesel e o etanol, a estatal acumulou no ano passado prejuízo da ordem de R$ 254 milhões – resultado 17% pior do que o de 2012, que foi de R$ 218 milhões. A informação consta dos materiais que a Petrobras divulgou hoje (26) com seus resultados para o 4ª trimestre do ano passado. O grupo como um todo teve lucro líquido de R$ 23,5 bilhões no período.
Apesar do mal resultado anual, a PBio conseguiu estancar – ao menos em parte – a sangria registrada no 3º trimestre quando as perdas chegaram a R$ 96 milhões. No último trimestre do ano passado, as perdas foram de R$ 36 – uma notável melhoria de 62,5%. Isso reverteu uma sequência de perdas crescentes: R$ 48 no 1º trimestre, R$ 74 no 2º trimestre e R$ 96 no 3º trimestre.
O preço médio de realização do biodiesel foi a justificativa dada pela empresa para os maus resultados obtidos no acumulado de 2013. Segundo a Petrobras, mesmo com a elevação de 3% observada no quarto trimestre nos preços médios do biodiesel, a análise anual aponta para queda de 11%.
Recuperação No geral, a Petrobras teve um desempenho um pouco melhor que o de 2012, obtendo em 2013 com o seu conglomerado de atividades no ramo petroleiro um lucro líquido de R$ 23,6 bilhões — 11% maior que o do ano anterior.
Os dividendos gerados no ano passado sinalizam um cenário de leve recuperação da estatal depois do fraco resultado registrado pela companhia em 2012, que foi considerado o pior dos últimos oito anos. Para a empresa, a alta nos lucros foi favorecida, entre outros fatores, pelos reajustes nos preços do diesel (20%) e da gasolina (11%), aumento da produção de derivados e um menor impacto cambial devido à contabilidade de hedge.
Investimentos Em 2013, a estatal investiu R$ 104,4 bilhões, boa parte deles concentrados nas atividades exploratórias, no desenvolvimento da produção e na infraestrutura logística para o escoamento da produção de petróleo e derivados. Na área de biocombustíveis, foram aplicados apenas R$ 322 milhões — pouco mais de 3,2% do total.
Esse investimento foi 8% superior ao executado em 2012, quando a empresa aplicou R$ 299 milhões em biocombustíveis. Segundo a Petrobras, o montante teria sido investido na ampliação da capacidade de produção de etanol e de biodiesel com o objetivo de “fortalecer a participação no mercado brasileiro de biocombustíveis”.
Futuro No seu mais recente Plano de Negócios, que compreende o período de 2014 a 2018, a Petrobras prevê investimentos de US$ 236,7 bilhões, uma média de US$ 47,3 bilhões por ano.
A injeção de recursos para o próximo quadriênio é mais vultosa – 24% – que a fixada pelo PN 2013-2017. Entretanto, o valor previsto para ser investido na PBio entre 2014 e 2018 foi limado em US$ 600 milhões quando comparado ao orçamento anterior.
No seu Plano de Negócios 2013 a 2017, a estatal pautava investimentos de US$ 2,9 bilhões em biocombustíveis. Para o próximo quadriênio, os gestores da PBio terão que se contentar com uma previsão de recursos da ordem de US$ 2,3 bilhões.