O processo de certificação das duas usinas de biodiesel da PBio entrou em sua fase de consulta pública esta semana
A Petrobras Biocombustível (PBio) está se preparando para que suas duas usinas de biodiesel – em Montes Claros (MG) e em Candeias (BA) – possam começar a emitir Créditos de Descarbonização (CBios). Esta semana, o processo de certificação de ambas as usinas chegou à etapa de consulta pública. A documentação que revela a performance ambiental das plantas e permite estimar quanto elas poderiam ganhar no mercado de carbono foram divulgados ontem (17) pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini.
A Petrobras Biocombustível (PBio) está se preparando para que suas duas usinas de biodiesel – em Montes Claros (MG) e em Candeias (BA) – possam começar a emitir Créditos de Descarbonização (CBios). Esta semana, o processo de certificação de ambas as usinas chegou à etapa de consulta pública. A documentação que revela a performance ambiental das plantas e permite estimar quanto elas poderiam ganhar no mercado de carbono foram divulgados ontem (17) pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini.
A consulta pública é parte das exigências legais para que os fabricantes consigam validar suas notas de eficiência energético-ambiental (NEEA); valor que expressa quanto gás carbônico os biocombustíveis fabricados em cada usina emitem a menos do que os combustíveis fósseis que substituem. Multiplicado pelo volume elegível, temos a quantidade de CBios que pode ser emitida.
Com a adesão da PBio, já são sete as usinas de biodiesel em processo de adesão à Renovabio. Elas representam mais de 1,54 bilhão de litros em capacidade instalada total.
De acordo com os documentos divulgados, o biodiesel fabricado na unidade de Candeias atinge nota de 79,3 gCO2eq/MJ. Já a unidade de Montes Claros atinge apenas 76,8 gCO2eq/MJ. Esses valores permitiram que que a PBio emitisse 1 CBio a cada 380,3 litros de biodiesel fabricado na planta da Bahia e 392,7 litros em Minas Gerais.
Embora essas notas estejam vem acima dos 61,4 gCO2eq/MJ considerada padrão para o biodiesel, elas são as mais baixas dentre todas as usinas de biodiesel que estão em processo de certificação. Outras cinco unidades produtivas já atingiram a etapa de consulta pública e tiveram seus dados publicados. A mais limpa delas é a BSBios de Passo Fundo com uma NEEA de 81,30 gCO2eq/MJ o que dá 1 CBio a cada 370,9 litros de biodiesel.
Percentual
Como outras usinas antes dela, a PBio também optou por manter de fora uma parcela significativa de sua capacidade de produção. Conforme BiodieselBR.com apurou no final de julho, nesse primeiro momento as usinas de biodiesel têm evitado certificar a biocombustível fabricado a partir do óleo de soja por se tratar de um processo mais complexo.
A usina de Montes Claros pretende certificar apenas o biodiesel feito a partir de gorduras animais e óleo de palma o que corresponde a aproximadamente, 51,8% de sua produção. No caso da unidade de Candeias a fração elegível será de 22,5%.
Cruzando estes com os números anteriores, a PBio poderia ter gerado cerca de 280,4 mil CBios no ano passado caso o mercado já tivesse sido plenamente regulamentado. Esses créditos teriam um valor estimado de venda de até R$ 41 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com