


A Camera deverá se tornar a primeira fabricante de biodiesel do país a transportar seu produto por via férrea. Segundo comunicado distribuído hoje (11) à imprensa, a empresa gaúcha informa que está acertando os últimos detalhes com a América Latina Logística (ALL) e já a partir do 32º Leilão de Biodiesel da ANP – que deve acontecer no começo do mês que vem – estará em condições de enviar o biocombustível para os compradores por trem.
A principal vantagem é reduzir os custos da logística para transportar biodiesel do ponto de produção até o ponto de consumo. O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro de biodiesel. No ano passado, as usinas do estado foram responsáveis pela produção de 806.5 milhões dos 2,7 bilhões de litros fabricados no país.
Considerando que a maior praça consumidora de diesel está em São Paulo, o biocombustível gaúcho precisava percorrer longas distâncias para chegar até os consumidores – no caso da usina da Camera em Ijuí (RS), são mais de 1.100 até a capital paulista. As longas distâncias percorridas por caminhão encarecem substancialmente o produto.
Nas contas da companhia, cada vagão de biodiesel tira das estradas cerca de duas carretas o que permitirá cortar até pela metade os gastos com o transporte em algumas rotas não divulgadas pela companhia. Além disso, permite um aproveitamento mais racional dos recursos da própria ALL, que poderá carregar de biodiesel os vagões que haviam ido para o Rio Grande do Sul transportando combustíveis fósseis.
A empresa já conta um terminal ferroviário em sua planta de Ijuí e também planeja instalar um terminal ferroviário na usina de biodiesel que está construindo no município de Estrela (RS) e deverá ser inaugurada em janeiro de 2014.
A ideia não é abandonar completamente o modal rodoviário, mas o uso de ferrovias deve permitir que o biodiesel da Camera se torne mais competitivo e atraia novos clientes. “Esta inovação na logística do biodiesel resulta da estratégia CameraQ+, que tem por objetivo estar presente em todos os elos da cadeia, não apenas com produtos de qualidade, mas também com soluções de eficiência operacional e atendimento diferenciado para o conjunto das partes relacionadas”, afirma o gerente de biocombustíveis, João Artur Manjabosco.
Em fevereiro, a Petrobras alterou os contratos padrão das usinas de biodiesel de forma a permitir o transporte pelo modal ferroviário.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações assessoria de imprensa