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Petrobras inclui modal ferroviário nos contratos de biodiesel

transporte ferroviario_190213A Petrobras alterou os contratos padrão assinados pelas usinas de biodiesel com o objetivo de permitir o uso do transporte ferroviário.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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A Petrobras alterou os contratos padrão assinados pelas usinas de biodiesel com o objetivo de permitir o uso do transporte ferroviário.

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No dia 07 fevereiro passado, BiodieselBR.com – bem durante a cobertura ao vivo do 29º Leilão – trouxe, em primeira mão, a informação de que a Petrobras iria alterar os contratos padrão que são assinados com as usinas de biodiesel vencedoras. O objetivo da mudança, que só foi consolidada na quinta-feira passada (13), foi abrir a possibilidade de que o biodiesel adquirido nos certames possa ser movimentado por modal ferroviário, possibilidade logística que, até então, não existia.

Segundo o gerente de comercio de biodiesel da Petrobras, Sandro Barreto, a modificação nos contratos já vinha sendo definida ao longo dos últimos três meses. “Nos últimos meses algumas usinas vinham nos procurando porque elas têm o interesse em usar ferrovias para fazer a logística de entrega de seu biodiesel”, conta Barreto acrescentando que algumas usinas – especialmente as localizadas na Região Sul – estão muito bem posicionadas em relação à malha ferroviária. “Algumas delas têm os trilhos passando praticamente do lado de seus sites industriais”, completa.

A mudança não foi feita do dia para a noite, Barreto explica que a Petrobras já vinha questionando agentes do mercado e a própria ANP para medir a receptividade à novidade. Como ninguém se opôs, a sugestão acabou acatada. “Como essa era uma modificação que não traria nenhum malefício para o processo licitatório, a ANP nos permitiu fazer a alteração já no entremeio do Leilão 29”, informa Barreto.

Mas não é agora que vamos ver biodiesel rodando sobre trilhos. As usinas interessadas ainda precisam fazer novos investimentos para construir unidades de carregamento junto às ferrovias, similares às que já existem para os caminhões. Por enquanto, a autorização é mais uma sinalização para que as usinas possam ter a segurança necessária para começar a se movimentar nesse sentido. “A importância de fazer essa alteração o quanto antes foi dar segurança jurídica para que esses novos investimentos fossem feitos. Não imagino que tenhamos carregamentos sendo feitos já durante a entrega do 29º Leilão”, diz.

Embora esteja longe de ser revolucionária, a mudança trará vantagens importantes aos fabricantes. Nos últimos anos, se tornou comum a falta de caminhões sempre que há um pico de demanda por serviços de transportes. Em períodos de escoamento de safras as ferrovias dariam mais flexibilidade operacional para algumas unidades. Isso sem contar que o transporte ferroviário é mais barato que o rodoviário.

Canal Cliente
Ferramenta da Petrobras usada pelas distribuidoras e usinas para controlar sistema de agendamento de retiradas de biodiesel e, por tabela, a logística do segmento, o Canal Cliente Caminhão (CC Caminhão) ainda não foi adaptado à novidade. Embora Barreto diga que isso não seria um impedimento.

“Se a gente precisasse mesmo conseguiríamos simular o agendamento ferroviário na ferramenta que temos hoje. Não seria o ideal, mas seria possível”, explica informando que o departamento de tecnologia da informação já está trabalhando nas adaptações necessárias.

Quanto à inclusão de novos modais – hidroviário e cabotagem – ainda deve demorar um pouco. Barreto lembra que o biodiesel é um produto sensível a deterioração durante operações de transporte, portanto, novos passos só deverão ser dados depois que a opção ferroviária já estiver consolidada.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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