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Russos desenvolvem nanocatalisador de ouro para converter glicerina

Um grupo de cientistas está aprimorando o uso de nanopartículas de ouro para permitir o o aproveitamento da glicerina coproduto do biodiesel.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Um grupo internacional de cientistas liderado pela Universidade Politécnica de Tomsk, na Rússia, está aprimorando nanopartículas de ouro que podem contribuir com o aproveitamento da glicerina coproduto do biodiesel. A meta é encontrar uma rota mais barata para agregar valor à substância abrindo as portas de usos nos mercados de medicina, agricultura e cosméticos.

Um grupo internacional de cientistas liderado pela Universidade Politécnica de Tomsk, na Rússia, está aprimorando nanopartículas de ouro que podem contribuir com o aproveitamento da glicerina coproduto do biodiesel. A meta é encontrar uma rota mais barata para agregar valor à substância abrindo as portas de usos nos mercados de medicina, agricultura e cosméticos.

Segundo o chefe do Departamento de Física e Química Analítica, Alexey Pestryakov, com a expansão da indústria de biodiesel o mercado não tem dado conta de absorver toda a glicerina produzida, o que acaba desviando o material para utilizações menos nobres – e rentáveis. “Muitos grupos de pesquisa estão envolvidos nesse problema de tentar transformar essa glicerina em produtos úteis”, explica.

Os nanocatalisadores feitos a partir de ouro têm apresentado sucesso em converter o material em aldeídos, ésteres, ácidos carboxílicos e outras substâncias de forma efetiva. “São produtos de química orgânica fina demandados por várias indústrias entre as quais a farmacêutica e a cosmética”, completa.

Ouro

Em condições normais, o ouro puro é um material pouquíssimo reativo do ponto de vista químico. Quando transformado em partículas menores do que 2 nanômetros – um nanômetro equivale a 0,0000001 centímetro –, no entanto, ele se torna extremamente ativo podendo acelerar reações químicas até em temperaturas baixas.

Outros catalisadores comerciais só funcionam em temperaturas elevadas. Isso acaba aumentando os custos industriais.

Além da universidade russa, o grupo conta ainda com a Universidade de Milão da Universidade Nacional Autônoma do México, da Universidade do Porto e do Instituto de Catalisadores e Petroquímica de Madri. Os resultados foram publicados na edição deste mês da publicação científica Current Organic Synthesis.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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