A desaceleração na produção das usinas de biodiesel parece estar atingindo o desempenho das exportações brasileiras de glicerina. Segundo dados recém-divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o volume de glicerina embarcada ao longo do mês de fevereiro foi de apenas 14,7 mil toneladas. A última vez que tivemos um resultado abaixo deste foi em outubro de 2013 quando as exportações beiraram as 14,3 mil toneladas.
A desaceleração na produção das usinas de biodiesel parece estar atingindo o desempenho das exportações brasileiras de glicerina. Segundo dados recém-divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o volume de glicerina embarcada ao longo do mês de fevereiro foi de apenas 14,7 mil toneladas. A última vez que tivemos um resultado abaixo deste foi em outubro de 2013 quando as exportações beiraram as 14,3 mil toneladas.
Em janeiro, as vendas já apresentavam sinais de desaceleração.
No faturamento, o quadro fica ainda pior. As vendas externas do principal coproduto da fabricação de biodiesel renderam ao pais um pouco mais de US$ 3,5 milhões. Esse foi o pior resultado desde março de 2013 – quatro anos, portanto.
Comparando com fevereiro do ano passado, a retração chega a 33,6% no volume exportado e 16% no faturamento.
Quebra
A quebra entre glicerina bruta e destilada mostra uma piora generalizada no perfil das exportações brasileiras – estamos exportando menos volume e com menor valor agregado.
Os embarques do produto na categoria bruta foram de pouco menos de 12,2 mil toneladas e renderam menos de US$ 2,3 milhões. A queda no comparativo de 12 meses foi de 34,4% e 14,9%, respectivamente.
Já as exportações de glicerina refinada foram de 2,5 mil toneladas garantindo um aporte de US$ 1,2 milhão. Quedas de 29,6% e 17,8%.
Com isso, a participação do produto de maior valor agregado no volume total exportado foi de 17,3%. Ao longo dos últimos 12 meses, a glicerina destilada representou, em média, 20,6% nas exportações brasileiras
Preço melhor
Há pelo menos um aspecto positivo nos números de fevereiro. As cotações continuam firmes em seu lento processo de recuperação.
A tonelada da glicerina bruta encerrou fevereiro valendo US$ 186,91. E uma alta de 8,7% num mês e de 29,7% desde fevereiro de 2016. Esse foi o sétimo mês consecutivo de alta nas cotações.
Enquanto isso, os preços médios da glicerina destilada avançaram 5% de um mês para outro e 16,8% no acumulado do ano. O produto foi vendido por US$ 484,38 por tonelada.
Nesse segundo caso, no entanto, não é possível falar numa tendência definida. Entre outubro e janeiro, as cotações da glicerina de maior valor agregado estiveram em queda acumulando uma contração de 19,5%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A desaceleração na produção das usinas de biodiesel parece estar atingindo o desempenho das exportações brasileiras de glicerina. Segundo dados recém-divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o volume de glicerina embarcada ao longo do mês de fevereiro foi de apenas 14,7 mil toneladas. A última vez que tivemos um resultado abaixo deste foi em outubro de 2013 quando as exportações beiraram as 14,3 mil toneladas.
Em janeiro, as vendas já apresentavam sinais de desaceleração.
No faturamento, o quadro fica ainda pior. As vendas externas do principal coproduto da fabricação de biodiesel renderam ao pais um pouco mais de US$ 3,5 milhões. Esse foi o pior resultado desde março de 2013 – quatro anos, portanto.
Comparando com fevereiro do ano passado, a retração chega a 33,6% no volume exportado e 16% no faturamento.
Quebra
A quebra entre glicerina bruta e destilada mostra uma piora generalizada no perfil das exportações brasileiras – estamos exportando menos volume e com menor valor agregado.
Os embarques do produto na categoria bruta foram de pouco menos de 12,2 mil toneladas e renderam menos de US$ 2,3 milhões. A queda no comparativo de 12 meses foi de 34,4% e 14,9%, respectivamente.
Já as exportações de glicerina refinada foram de 2,5 mil toneladas garantindo um aporte de US$ 1,2 milhão. Quedas de 29,6% e 17,8%.
Com isso, a participação do produto de maior valor agregado no volume total exportado foi de 17,3%. Ao longo dos últimos 12 meses, a glicerina destilada representou, em média, 20,6% nas exportações brasileiras
Preço melhor
Há pelo menos um aspecto positivo nos números de fevereiro. As cotações continuam firmes em seu lento processo de recuperação.
A tonelada da glicerina bruta encerrou fevereiro valendo US$ 186,91. E uma alta de 8,7% num mês e de 29,7% desde fevereiro de 2016. Esse foi o sétimo mês consecutivo de alta nas cotações.
Enquanto isso, os preços médios da glicerina destilada avançaram 5% de um mês para outro e 16,8% no acumulado do ano. O produto foi vendido por US$ 484,38 por tonelada.
Nesse segundo caso, no entanto, não é possível falar numa tendência definida. Entre outubro e janeiro, as cotações da glicerina de maior valor agregado estiveram em queda acumulando uma contração de 19,5%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com