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Exportações de glicerina fecham agosto com 2º pior resultado do ano

As vendas externas do principal coproduto das usinas de biodiesel recuaram com força em agosto registrando o segundo pior resultado do ano.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
As exportações de glicerina esse ano estão entre altos e baixos. Depois de ter tido seu melhor resultado mensal da história em abril e registrado a melhor exportação de glicerina destilada no mês passado, as vendas externas do principal coproduto das usinas de biodiesel recuaram com força em agosto registrando o segundo pior resultado do ano.

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As exportações de glicerina esse ano está entre altos e baixos. Depois de ter tido seu melhor resultado mensal da história em abril e registrado a melhor exportação de glicerina destilada no mês passado, as vendas externas do principal coproduto das usinas de biodiesel recuou com força em agosto registrando o segundo pior resultado do ano.

Em termos de volume, a queda em relação a julho foi de 13% com o resultado mensal fechando agosto com pouco mais de 22 mil toneladas embarcadas. Mas a maior queda foi no faturamento com as vendas que recuou praticamente 26% e registrou menos de US$ 5,7 milhões em vendas. Com isso, agosto supera apenas janeiro quando as exportações foram de 18 mil toneladas e US$ 3,7 milhões.

Destilada

Dessa vez o mal resultado do mês se deve principalmente a diminuição nas vendas de glicerina destilada de maior valor agregado. Dessa categoria de produto vinham aumentando desde maio até que atingiram o pico de 6,6 mil toneladas no mês anterior.

De um mês para o outro, as vendas recuaram cerca de 38,7% e ficaram com cerca de 4 mil toneladas em agosto – isso representa menos de 20% do volume total exportado. O produto rendeu US$ 1,9 milhão, 40,5% menos .

Em termos de preço, no entanto, o produto manteve-se relativamente estável com uma redução de 3%. A tonelada caiu de US$ 498,38 em julho para US$ 483,18 em agosto.

O saldo também ficou um pouco pior uma vez que as importações subiram 31% em agosto e chegaram a 704,1 toneladas custando US$ 653,9 mil.

Já a glicerina bruta – ou loira – teve exportação de 17,9 mil toneladas rendendo US$ 3,7 milhões. Queda de 3,7% e 14,6% respectivamente.

A cotação do produto ficou em US$ 206,40 por tonelada, 11,4% a menos que no mês anterior. Esse foi o terceiro mês consecutivo de queda nas cotações internacionais. Desde maio, as perdas chegam a 19,5%.

Crescimento

Apesar dessa queda, as exportações entre janeiro e agosto já somam 206,6 mil toneladas. Isso representa uma alta de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Como a cotação do produto do mercado internacional não tem sido das mais atraentes, as vendas se mantiveram basicamente estáveis entre 2014 e 2015. Nos dois períodos, o produto rendeu US$ 55,2 milhões aos exportadores.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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