Volume exportado do principal coproduto da indústria de biodiesel caiu em julho, mas exportação de glicerinadestilada foi a maior da história do PNPB.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Caiu, mas foi recorde! É dessa forma – um tanto paradoxal – que podemos analisar o desempenho das exportações brasileiras de glicerina em julho. Explique-se: embora o volume do coproduto embarcado para o exterior tenha caído 9% no período de um mês, estamos exportando glicerina bidestilada como nunca antes na história.
Caiu, mas foi recorde! É dessa forma – um tanto paradoxal – que podemos analisar o desempenho das exportações brasileiras de glicerina em julho. Explique-se: embora o volume do coproduto embarcado para o exterior tenha caído 9% no período de um mês, estamos exportando glicerina bidestilada como nunca antes na história.
Em julho, as exportações do produto de maior grau de pureza – e maior valor comercial – chegaram a 6,6 mil toneladas. Alta de 22,6% sobre o resultado do mês anterior e 17,1% sobre o recorde anterior que pertencia a abril deste ano. O faturamento com as vendas ultrapassou US$ 3,3 milhões.
O valor médio por tonelada foi de US$ 498,38. Um pouco (2,6%) a menos do que em junho quando o coproduto foi comercializado a US$ 511,78 na média. A queda encerra uma tendência de alta que já vinha se mantendo desde fevereiro quando a glicerina bidestilada chegou a ser vendida a US$ 395,34.
Há um ano, o produto estava sendo vendido a US$ 575,14. Desde julho de 2014, as cotações acumulam uma queda de 13,3% derrubada pelo excesso de oferta do coproduto, especialmente no mercado asiático.
Algo que chama a atenção foi a queda nas importações no período. Entre junho e julho o volume de glicerina que entrou no Brasil caiu 62,5% e o valor recuou 29,6%. Isso levou a um saldo comercial de praticamente 6,1 mil toneladas e US$ 2,6 milhões. Recorde em ambos os parâmetros.
No ano, as exportações deste tipo de glicerina chegam a 35,9 mil toneladas com um valor superior a US$ 16,6 milhões. Temos um crescimento de 150% no volume e de 84,5% na arrecadação. Isso confirma uma mudança importante no perfil exportador brasileiro que vem na esteira de novos investimentos feitos por diversas usinas de biodiesel para agregar valor a seu principal coproduto.
Bruto
Enquanto a glicerina bidestilada sobe, a glicerina bruta – também chamada de loira – perdeu mercado. Em julho, as usinas brasileiras venderam menos de 18,7 mil toneladas e faturaram US$ 4,3 milhões. Respectivamente 19,7% e 25,9% menos que no mês anterior.
A queda nas vendas vem acompanhada de um esfriamento nas cotações internacionais que ficaram em US$ 232,83 por tonelada. No caso da glicerina bruta, as cotações vinham caindo por causa da sobreoferta no mercado asiático e experimentaram um período de retomada que durou até maio, mas nos últimos dois meses houve desaquecimento no mercado.
No total, o Brasil já exportou 184,5 mil toneladas de glicerina com ganhos da ordem de US$ 49,5 milhões. Apesar do mercado mais fraco em julho, no primeiro semestre as exportações cresceram mais de 50%.