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Exportações de glicerina batem novo recorde em agosto

ExportGlicerinaAgo 110914As vendas externas de glicerina bateram seu recorde em agosto. Esse é o segundo mês consecutivo que os volumes exportados superam a máxima histórica.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
As exportações brasileiras de glicerina andam quebrando todos os recordes. Em agosto, cerca de 29,1 mil toneladas do principal coproduto da indústria de biodiesel foram embarcadas para fora do país – 9% a mais que o embarcado em julho deste ano.

Esse é o segundo mês consecutivo que o recorde mensal no histórico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) foi superado.

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As exportações brasileiras de glicerina andam quebrando todos os recordes. Em agosto, cerca de 29,1 mil toneladas do principal coproduto da indústria de biodiesel foram embarcadas para fora do país – 9% a mais que o embarcado em julho deste ano. Esse é o segundo mês consecutivo que o recorde mensal no histórico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) foi superado.

Quando se analisa as exportações no intervalo de um ano, o salto fica ainda maior. O volume enviado para fora do país em agosto representa mais que o dobro do exportado no mesmo período no ano passado. Naquela ocasião, foram comercializadas 13,8 mil toneladas de glicerina. 

A maior parte do volume embarcado em agosto – 24,4 mil toneladas – correspondeu à glicerina em bruto que é o coproduto que resulta da fabricação do biodiesel. Que, grosso modo, equivale ao que mercado chama de glicerina loira. 

Em agosto, a exportação desse tipo de glicerina, caracterizada pelo grau de pureza menor, cresceu 10% em relação ao mês anterior. 

Já a glicerina refinada – de maior valor agregado – computou uma alta nas exportações menor, de 5% no intervalo de um mês. Ao total, foram exportadas cerca de 4,5 mil toneladas de glicerina refinada, 270 toneladas a mais que o embarcado em julho.

Com o resultado de agosto, o Brasil já exportou pouco mais de 160 mil toneladas de glicerina – 32% a mais que nos primeiros oito meses de 2013 –, gerando um faturamento para o país da ordem de US$ 55,2 milhões.

Queda
Apesar de render dividendos 28% maiores que os gerados no mesmo período no ano passado, os recursos angariados pelo país com as exportações de glicerina neste ano poderiam ser um pouco mais robustos se a cotação do coproduto não estivesse oscilando para baixo.

Em agosto, a tonelada glicerina brasileira saiu para os principais importadores – em disparada, a China, que é seguida com boa distância pelos EUA e Malásia – por US$ 293, 81 se considerarmos a média geral do mercado. Esse valor representa uma retração de 10% em relação ao preço negociado no mês passado e de 20% em cima do valor pago em agosto de 2013. 

Desde 2012, a tonelada da glicerina não fechava um mês sendo negociada abaixo dos US$ 300.

Essa redução foi sentida principalmente pelos vendedores de glicerina loira cuja cotação ficou em US$ 248,37 com uma queda superior a 10,6%. No caso do produto refinado a redução foi de 7,3% com a tonelada sendo negociada a US$ 532,97.

Fontes do mercado ouvidas por BiodieselBR.com já anteviam a possibilidade da cotação do produto sofrer baixas em função de uma maior oferta gerada com a introdução dos novos aumentos de mistura no país – o B6 que passou a viger a partir de julho último e o B7 que entrará em novembro próximo. 

Ao inundar o mercado com uma oferta adicional de glicerina num momento em que a demanda encontra-se um pouco retraída, o aumento de mistura acabou resvalando nos preços do coproduto, puxando-os para baixo. 

Contudo, essas fontes acreditam que esse período de instabilidade nos preços será passageiro – o suficiente para o mercado absorver a maior oferta de glicerina gerada pelo novo mercado autorizativo de biodiesel. Passado esse período, a tendência é que as cotações se estabilizem, retornando ao patamar consolidado nos últimos anos – acima dos US$ 300.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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