Apesar dessa nova queda, 2019 segue na liderança das exportações do principal coproduto da indústria de biodiesel
Um passo para frente, outro passo para trás. É assim que as exportações brasileiras de glicerina têm se comportado ao longo de 2019. E agosto não fugiu à essa regra. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações do principal coproduto da indústria passaram um pouco das 26,2 mil toneladas – retração de quase um terço em relação ao mês anterior.
Um passo para frente, outro passo para trás. É assim que as exportações brasileiras de glicerina têm se comportado ao longo de 2019. E agosto não fugiu à essa regra. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações do principal coproduto da indústria passaram um pouco das 26,2 mil toneladas – retração de quase um terço em relação ao mês anterior.
A China foi o maior destino da glicerina brasileira. As exportações para o país asiático somaram 14,3 mil toneladas no mês passado.
Quebrando esse número entre os diferentes segmentos de mercado, foram embarcadas 9,98 mil toneladas de glicerina destilada e 16,2 mil toneladas de glicerina bruta. Em ambos os casos houve queda nos embarques, mas enquanto o segmento destilado teve uma contração de moderados 8,2% as vendas externados do produto em estado bruto encolheram impressionantes 40,4%.
Não quer dizer que o ano esteja ruim. Descontados os quatro meses que ainda faltam para o final do ano, as exportações de glicerina beiram as 257,9 mil toneladas. O montante é o maior para o período, superando o resultado do ano anterior em cerca de 15,8%.
Recorde no destilado
E 2019 já tem pelo menos um recorde garantido. As exportações de glicerina destilada entre janeiro e agosto somaram 83,8 mil toneladas ultrapassando as quase 82 mil toneladas que foram exportadas em todo o ano de 2018.
Nas contas do ano, o produto destilado já representa cerca de um terço das exportações brasileiras. Essa é, de longe, a maior fatia ocupada pela glicerina de maior valor agregado desde que a adição de biodiesel se tornou obrigatória no Brasil em 2008 e fez a produção nacional de glicerina deslanchar.
O avanço da participação da glicerina destilada no total exportado vem crescendo de forma consistente desde 2014, o avanço mais recente aconteceu a partir de fevereiro quando as exportações começaram a superar a marca dos 30% de forma recorrente.
Queda nos ganhos
A melhora no perfil das exportações nacionais não tem bastando para impedir a queda nos ganhos da indústria. Em agosto, as vendas renderam às usinas cerca de US$ 5,96 milhões, aproximadamente 30,4% abaixou do mês anterior.
Foram US$ 3,95 milhões em glicerina destilada e US$ 2 milhões em glicerina bruta.
Em igual período do ano passado, as exportações já tinham rendido US$ 105 milhões à indústria.
De janeiro até agora, a glicerina já rendeu US$ 67,9 milhões ao país dos quais de 57,3% – US$ 38,9 milhões – entraram no país graças glicerina destilada. Este é o primeiro ano desde 2008 que a renda desta supera à gerada pela glicerina bruta. Em 2018, a relação foi 38% contra 62%.
O que tem levado à queda é uma retração contínua das cotações da glicerina. Em agosto, a tonelada da glicerina destilada foi exportada por uma média de US$ 396,26 enquanto a glicerina bruta foi negociada por US$ 123,79.
Os preços estão em queda desde março de 2018.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com