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Exportações de glicerina cresceram mais 50% no 1º semestre

As exportações de glicerina no 1º semestre de 2015 tiveram quase 52% de expansão sobre o volume do mesmo período do ano passado.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Em termos de volume, as exportações de glicerina estão indo muito bem, obrigado. Apenas no primeiro semestre de 2015, as vendas do principal coproduto do biodiesel já tiveram quase 52% de aumento sobre o volume do mesmo período do ano passado. É um recorde absoluto em quase 20 anos de histórico. 

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Em termos de volume, as exportações de glicerina estão indo muito bem, obrigado. Apenas no primeiro semestre de 2015, o volume do principal coproduto do biodiesel exportado já soma 159,2 mil toneladas, quase 52% a mais do que no mesmo período do ano passado – 104,8 mil toneladas – e recorde absoluto em quase 20 anos de histórico. Os dados foram tornados públicos ontem (09) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Quebrando um pouco esses números temos praticamente 130 mil toneladas de glicerina bruta exportada e 29,3 mil toneladas de glicerina refinada – respectivamente, 81,6% e 18,4% do total. É uma considerável alteração no perfil das exportações nacionais. No ano passado o produto de maior valor agregado não chegava, sequer, a 10% do total.

Faturamento

Já no que diz respeito ao faturamento poderíamos ter nos saído melhor. A receita foi de pouco menos de US$ 41,9 milhões com as vendas do produto. US$ 28,5 milhões entraram no país graças à glicerina bruta e outros US$ 13,3 por conta do produto refinado.

Esses valores também são recorde, mas, nesse caso, o crescimento foi bem menos robusto, totalizando magros 10,5% sobre o valor que havia sido apurado em 2014 para o mercado como um todo.

Isso reflete o enfraquecimento das cotações internacionais. No caso, do glicerol em bruto, as cotações entraram em queda a partir de outubro de 2013 e se mantiveram em baixa desde até atingirem o ponto mais baixo em janeiro deste ano quando iniciaram um processo de recuperação. Ainda assim, a média do semestre para o produto ficou em US$ 216,68 por tonelada, 35% a menos do que em 2014 quando o produto era cotado a US$ 331,71 em média.

Embora tenha resistido um pouco melhor, a glicerina refinada também apresentou uma queda substancial. Nos primeiros seis meses do ano, a cotação ficou em US$ 456,50, 30% abaixo do valor do ano passado.

Junho

Se olharmos apenas para o mês de junho, as exportações totalizam 28,6 mil toneladas – sendo 23,2 mil toneladas de glicerol bruto e 5,4 de refinada – pelos quais ganhamos US$ 8,6 milhões.

A cotação da glicerina bruta deu uma ligeira patinada no mês, fechando em US$ 252,55, queda de 1,5% sobre o valor do mês anterior. Já no caso da refinada tivemos uma alta importante, com a tonelada negociada a US$ 511,78, 4,9% a mais do que em maio.

Balanço

Em junho também tivemos uma alta no volume de glicerina refinada importada. Entraram no país 1,4 mil toneladas, mais do que o dobro das 686 toneladas que haviam sido importadas em maio

No semestre foram 7,1 mil toneladas ao custo de US$ 5,5 milhões. Ainda assim, a balança ficou azul em US$ 7,9 milhões.

Glicerina:
Volumes e preços da glicerina exportada para cada país estão disponíveis no BiodieselDATA.

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Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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