Em termos de volume, as exportações de glicerina estão indo muito bem, obrigado. Apenas no primeiro semestre de 2015, as vendas do principal coproduto do biodiesel já tiveram quase 52% de aumento sobre o volume do mesmo período do ano passado. É um recorde absoluto em quase 20 anos de histórico.

Em termos de volume, as exportações de glicerina estão indo muito bem, obrigado. Apenas no primeiro semestre de 2015, o volume do principal coproduto do biodiesel exportado já soma 159,2 mil toneladas, quase 52% a mais do que no mesmo período do ano passado – 104,8 mil toneladas – e recorde absoluto em quase 20 anos de histórico. Os dados foram tornados públicos ontem (09) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Quebrando um pouco esses números temos praticamente 130 mil toneladas de glicerina bruta exportada e 29,3 mil toneladas de glicerina refinada – respectivamente, 81,6% e 18,4% do total. É uma considerável alteração no perfil das exportações nacionais. No ano passado o produto de maior valor agregado não chegava, sequer, a 10% do total.
Faturamento
Já no que diz respeito ao faturamento poderíamos ter nos saído melhor. A receita foi de pouco menos de US$ 41,9 milhões com as vendas do produto. US$ 28,5 milhões entraram no país graças à glicerina bruta e outros US$ 13,3 por conta do produto refinado.
Esses valores também são recorde, mas, nesse caso, o crescimento foi bem menos robusto, totalizando magros 10,5% sobre o valor que havia sido apurado em 2014 para o mercado como um todo.
Isso reflete o enfraquecimento das cotações internacionais. No caso, do glicerol em bruto, as cotações entraram em queda a partir de outubro de 2013 e se mantiveram em baixa desde até atingirem o ponto mais baixo em janeiro deste ano quando iniciaram um processo de recuperação. Ainda assim, a média do semestre para o produto ficou em US$ 216,68 por tonelada, 35% a menos do que em 2014 quando o produto era cotado a US$ 331,71 em média.
Embora tenha resistido um pouco melhor, a glicerina refinada também apresentou uma queda substancial. Nos primeiros seis meses do ano, a cotação ficou em US$ 456,50, 30% abaixo do valor do ano passado.
Junho
Se olharmos apenas para o mês de junho, as exportações totalizam 28,6 mil toneladas – sendo 23,2 mil toneladas de glicerol bruto e 5,4 de refinada – pelos quais ganhamos US$ 8,6 milhões.
A cotação da glicerina bruta deu uma ligeira patinada no mês, fechando em US$ 252,55, queda de 1,5% sobre o valor do mês anterior. Já no caso da refinada tivemos uma alta importante, com a tonelada negociada a US$ 511,78, 4,9% a mais do que em maio.
Balanço
Em junho também tivemos uma alta no volume de glicerina refinada importada. Entraram no país 1,4 mil toneladas, mais do que o dobro das 686 toneladas que haviam sido importadas em maio
No semestre foram 7,1 mil toneladas ao custo de US$ 5,5 milhões. Ainda assim, a balança ficou azul em US$ 7,9 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Em termos de volume, as exportações de glicerina estão indo muito bem, obrigado. Apenas no primeiro semestre de 2015, o volume do principal coproduto do biodiesel exportado já soma 159,2 mil toneladas, quase 52% a mais do que no mesmo período do ano passado – 104,8 mil toneladas – e recorde absoluto em quase 20 anos de histórico. Os dados foram tornados públicos ontem (09) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Quebrando um pouco esses números temos praticamente 130 mil toneladas de glicerina bruta exportada e 29,3 mil toneladas de glicerina refinada – respectivamente, 81,6% e 18,4% do total. É uma considerável alteração no perfil das exportações nacionais. No ano passado o produto de maior valor agregado não chegava, sequer, a 10% do total.
Faturamento
Já no que diz respeito ao faturamento poderíamos ter nos saído melhor. A receita foi de pouco menos de US$ 41,9 milhões com as vendas do produto. US$ 28,5 milhões entraram no país graças à glicerina bruta e outros US$ 13,3 por conta do produto refinado.
Esses valores também são recorde, mas, nesse caso, o crescimento foi bem menos robusto, totalizando magros 10,5% sobre o valor que havia sido apurado em 2014 para o mercado como um todo.
Isso reflete o enfraquecimento das cotações internacionais. No caso, do glicerol em bruto, as cotações entraram em queda a partir de outubro de 2013 e se mantiveram em baixa desde até atingirem o ponto mais baixo em janeiro deste ano quando iniciaram um processo de recuperação. Ainda assim, a média do semestre para o produto ficou em US$ 216,68 por tonelada, 35% a menos do que em 2014 quando o produto era cotado a US$ 331,71 em média.
Embora tenha resistido um pouco melhor, a glicerina refinada também apresentou uma queda substancial. Nos primeiros seis meses do ano, a cotação ficou em US$ 456,50, 30% abaixo do valor do ano passado.
Junho
Se olharmos apenas para o mês de junho, as exportações totalizam 28,6 mil toneladas – sendo 23,2 mil toneladas de glicerol bruto e 5,4 de refinada – pelos quais ganhamos US$ 8,6 milhões.
A cotação da glicerina bruta deu uma ligeira patinada no mês, fechando em US$ 252,55, queda de 1,5% sobre o valor do mês anterior. Já no caso da refinada tivemos uma alta importante, com a tonelada negociada a US$ 511,78, 4,9% a mais do que em maio.
Balanço
Em junho também tivemos uma alta no volume de glicerina refinada importada. Entraram no país 1,4 mil toneladas, mais do que o dobro das 686 toneladas que haviam sido importadas em maio
No semestre foram 7,1 mil toneladas ao custo de US$ 5,5 milhões. Ainda assim, a balança ficou azul em US$ 7,9 milhões.

Glicerina:
Volumes e preços da glicerina exportada para cada país estão disponíveis no BiodieselDATA.
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Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com