Volume exportado do principal coproduto da indústria de biodiesel aumentou 78,5% em um ano e atingiu nível inédito
A chegada do B10 não está alavancando somente a produção de biodiesel. As exportações brasileiras de glicerina também receberam um impulso vigoroso. Segundo dados recém-publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, os embarques do principal coproduto da indústria somaram mais de de 35,4 mil toneladas no mês de abril.
A chegada do B10 não está alavancando somente a produção de biodiesel. As exportações brasileiras de glicerina também receberam um impulso vigoroso. Segundo dados recém-publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, os embarques do principal coproduto da indústria somaram mais de de 35,4 mil toneladas no mês de abril.
Esse é um novo pico para as exportações superando o recorde anterior – as 32,3 mil toneladas registradas em outubro de 2017 – por uma margem de 9,6%. Se olharmos para um ano atrás, o resultado atual soa ainda mais vigoroso. Em abril de 2017, o volume exportado foi de somente 19,8 mil toneladas. Ou seja, tivemos um aumento de 78,5% no volume embarcado.
Em termos de faturamento, o salto foi ainda mais impressionante. No mês passado, as exportações de glicerina garantiram a entrada de US$ 17,5 milhões no país o faturamento em abril de 2017 por quase 200%.
Carro-chefe
As exportações de glicerol em bruto continuam sendo o carro-chefe desse movimento. Foram embarcadas pouco menos de 29,8 mil toneladas em abril gerando um faturamento de US$ 12,4 milhões. Houve um crescimento de 41,4% nas vendas e de 34,1% nos ganhos entre abril e março.
Em abril, esse produto representou 84% do volume embarcado pelo país. Esse foi o maior percentual desde julho de 2017.
Foram, ao todo, realizados oito embarques sendo que a China foi – disparado – nossa maior compradora com 20,8 mil toneladas importadas. Isso representa 70% do total.
Freio puxado
Já glicerina destilada puxou o freio. O volume exportado registrou um recuo de 1,5% fechando abril com 5,6 mil toneladas que acrescentaram US$ 5,1 milhões às contas externas brasileiras.
Ainda assim, os sinais de longo prazo continuam positivos. Houve crescimento de 53,2% no volume e de 147,2% no faturamento em 12 meses.
Apesar do volume menor, a glicerina destilada brasileira tem bem mais clientes. Houve exportações para 25 países em abril, sendo que a Índia se destacou com compras de 1,15 mil toneladas por US$ 952 mil.
Preços
Em meio aos bons números, abril trouxe, pelo menos, uma notícia ruim. As cotações da glicerina estão sinalizando de ter atingido o pico de um processo de valorização que já durava muitos meses.
A reversão na tendência chegou antes à glicerina bruta que, no mês passado, já tinha registrado sua primeira queda em um ano e meio. Esse mês as perdas continuaram com uma retração de mais 5,1% no valor. O produto fechou abril valendo, em média, US$ 415,64 – 7,9% menos que seu pico em fevereiro.
Já a glicerina destilada teve a primeira queda desde janeiro de 2017. A retração foi pequena – de 0,8% – com a tonelada sendo vendida, em média, por US$ 914,87.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com