Embarques voltaram a superar a marca de 40 mil toneladas pela primeira vez nos últimos 12 meses
Um pouco mais de 40,1 milhares de toneladas de glicerina saíram do país ao longo de novembro. Segundo os dados disponibilizados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o volume de embarques foi o maior deste ano. Até agora, a maior exportação do coproduto havia sido registrada justamente no mês de janeiro, quando mais de 39,6 milhares de toneladas foram exportadas.
Um pouco mais de 40,1 milhares de toneladas de glicerina saíram do país ao longo de novembro. Segundo os dados disponibilizados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o volume de embarques foi o maior deste ano. Até agora, a maior exportação do coproduto havia sido registrada justamente no mês de janeiro, quando mais de 39,6 milhares de toneladas foram exportadas.
Do começo de 2019 até agora os embarques do principal coproduto da indústria de biodiesel já totalizaram 362,5 mil toneladas. Ainda não dá para comemorar um novo recorde, mas falta pouco. Em 2018, as exportações totalizaram 373,6 milhares de toneladas, menos de 11,2 mil toneladas a mais do que o valor atual.
Se esse valor for superado em dezembro, 2019 seria o terceiro ano consecutivo a fechar com recorde de exportação.
Mais glicerina bruta
O bom resultado de novembro se deve principalmente ao aumento na demanda por glicerina bruta, cujas exportações chegaram a 30,5 mil toneladas, alta de 6,7% – 1,91 mil toneladas – em relação ao mês anterior.
Já a glicerina destilada caminhou na direção oposta e fechou o mês passado com 9,58 mil toneladas exportadas, queda de 8% nas vendas o produto.
Mais destilada
Se o produto bruto avançou em novembro, a grande novidade do ano tem sido o aumento na performance de exportação da glicerina destilada. Pela primeira vez na história, as exportações nesse segmento passam das 100 mil toneladas. De janeiro a novembro, os embarques já passaram das 111,5 mil toneladas.
Isso equivale a 30,7% do total exportado pelo país. Trata-se da maior fatia ocupada pela glicerina destilada nas exportações brasileiras desde que o mercado de biodiesel começou oficialmente no Brasil em 2008.
Nos últimos quatro anos, a glicerina destilada vinha variando entre 19,1% e 21,9% do total exportado.
Destinos
Apesar do crescimento nas vendas, a glicerina brasileira chegou a menos destinos em novembro. Foram 31 no mês passado contra 33 em outubro.
O aumento na demanda chinesa foi a grande alavanca para o crescimento das vendas. As exportações de glicerina para o país asiático somaram 32,8 mil toneladas – 3,6 mil toneladas de glicerina destilada e 29,1 mil toneladas de glicerina bruta –, superando em 15,5% as de outubro.
O crescimento na China mais do que compensou a desaceleração na demanda da Rússia – nosso segundo maior mercado. As vendas para clientes russos recuaram 4,2 mil toneladas em apenas um mês, fechando novembro com apenas 1,86 milhares de toneladas.
Queda nos ganhos
A quantidade maior de glicerina vendida também não tem vindo acompanhada de ganhos financeiros melhores. Pelo contrário.
Em novembro, o faturamento ficou até um pouco menor. O somatório do mês foi US$ 8,69 milhões, 0,9% abaixo do registrado em outubro.
Os ganhos foram de US$ 4,9 milhões para a glicerina bruta e de US$ 3,79 para a glicerina destilada.
Menos destilada
A queda no faturamento se deve à uma redução no valor pago pela glicerina destilada. Em média, a tonelada do produto foi exportada por US$ 395,51 em novembro. O valor é 7% inferior ao de outubro.
O que impediu uma queda ainda maior foi a valorização de quase 6% na cotação da glicerina bruta, que foi de 151,43 em outubro para 160,50 em novembro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com