O ano começou bem para o Brasil no mercado internacional de glicerina. Dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que, em janeiro, foi embarcado o maior volume para este mês nas duas décadas do histórico mantido pelo ministério.
O ano começou bem para o Brasil no mercado internacional de glicerina. Dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que, em janeiro, foram embarcadas mais de 21,8 mil toneladas – esse o maior volume para o mês nas duas décadas do histórico mantido pelo ministério.
Comparando com o recorde anterior – 18 mil toneladas em janeiro do ano passado –, o crescimento foi de impressionantes 45%. Em termos de faturamento, contudo, já nos saímos melhor. As vendas renderam US$ 4,6 milhões o que representa um avanço de 26,2% sobre janeiro de 2015, mas isso não basta para ultrapassar a marca de janeiro de 2014 – US$ 5,5 milhões. Culpa da queda nas cotações do coproduto no mercado internacional nos últimos anos.
É importante ressaltar que o recorde não é absoluto, mas apenas considera o recorte dos meses de janeiro. Se levarmos em conta todo o histórico, o maior volume mensal exportado foi registrado em abril do ano passado quando as vendas externas somaram 31,5 mil toneladas.
Refinada
Quebrando os resultados de janeiro entre glicerol bruto e refinado, o volume exportado foi de – respectivamente – 17,2 e 4,6 mil toneladas. Nos dois casos temos novos recordes para meses de janeiro. Já no faturamento – US$ 2,8 e US$ 1,9 milhões – a situação fica mais difusa com recorde apenas no caso do produto refinado.
Apesar do volume e faturamento menores, o grande destaque é o produto refinado cujas vendas avançaram quase 52% em volume e 53% no valor de venda na comparação entre janeiro de 2016 e de 2015 enquanto a glicerina bruta teve uma expansão de que 15% e 12%. Esse resultado é consistente com a mudança de perfil nas exportações nacionais que vem se consolidando a partir de 2014.
Para dar uma ideia do tamanho do avanço das exportações brasileiras nesse segmento, apenas em janeiro de 2016 exportamos mais do que o dobro de glicerina refinada do que em todo o ano de 2012.
Além do aumento nas vendas, as importações desse produto também recuaram. Em janeiro compramos cerca de 668,2 toneladas de glicerina refinada pelas quais pagamos menos de US$ 465 mil. Há um ano, esses valores foram praticamente um triplo dos registrados agora.
Cotações
Há sinais positivos também nas cotações da glicerina refinada. Depois de três quedas consecutivas, o produto fechou janeiro vendido por uma média de US$ 421,85 a tonelada. Trata-se de um avanço de 8% sobre a cotação de dezembro.
Já no caso da glicerina bruta, o fundo do poço parece que ainda não chegou com o produto sendo vendido a US$ 157,33 em janeiro. Esse é o preço de vendas mais baixo para esse tipo de glicerina desde outubro de 2010 quando o mercado enfrentou uma crise de superabastecimento puxada pelo avanço na produção de biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O ano começou bem para o Brasil no mercado internacional de glicerina. Dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostram que, em janeiro, foram embarcadas mais de 21,8 mil toneladas – esse o maior volume para o mês nas duas décadas do histórico mantido pelo ministério.
Comparando com o recorde anterior – 18 mil toneladas em janeiro do ano passado –, o crescimento foi de impressionantes 45%. Em termos de faturamento, contudo, já nos saímos melhor. As vendas renderam US$ 4,6 milhões o que representa um avanço de 26,2% sobre janeiro de 2015, mas isso não basta para ultrapassar a marca de janeiro de 2014 – US$ 5,5 milhões. Culpa da queda nas cotações do coproduto no mercado internacional nos últimos anos.
É importante ressaltar que o recorde não é absoluto, mas apenas considera o recorte dos meses de janeiro. Se levarmos em conta todo o histórico, o maior volume mensal exportado foi registrado em abril do ano passado quando as vendas externas somaram 31,5 mil toneladas.
Refinada
Quebrando os resultados de janeiro entre glicerol bruto e refinado, o volume exportado foi de – respectivamente – 17,2 e 4,6 mil toneladas. Nos dois casos temos novos recordes para meses de janeiro. Já no faturamento – US$ 2,8 e US$ 1,9 milhões – a situação fica mais difusa com recorde apenas no caso do produto refinado.
Apesar do volume e faturamento menores, o grande destaque é o produto refinado cujas vendas avançaram quase 52% em volume e 53% no valor de venda na comparação entre janeiro de 2016 e de 2015 enquanto a glicerina bruta teve uma expansão de que 15% e 12%. Esse resultado é consistente com a mudança de perfil nas exportações nacionais que vem se consolidando a partir de 2014.
Para dar uma ideia do tamanho do avanço das exportações brasileiras nesse segmento, apenas em janeiro de 2016 exportamos mais do que o dobro de glicerina refinada do que em todo o ano de 2012.
Além do aumento nas vendas, as importações desse produto também recuaram. Em janeiro compramos cerca de 668,2 toneladas de glicerina refinada pelas quais pagamos menos de US$ 465 mil. Há um ano, esses valores foram praticamente um triplo dos registrados agora.
Cotações
Há sinais positivos também nas cotações da glicerina refinada. Depois de três quedas consecutivas, o produto fechou janeiro vendido por uma média de US$ 421,85 a tonelada. Trata-se de um avanço de 8% sobre a cotação de dezembro.
Já no caso da glicerina bruta, o fundo do poço parece que ainda não chegou com o produto sendo vendido a US$ 157,33 em janeiro. Esse é o preço de vendas mais baixo para esse tipo de glicerina desde outubro de 2010 quando o mercado enfrentou uma crise de superabastecimento puxada pelo avanço na produção de biodiesel.

Dados completos sobre as exportações brasileiras de glicerina tanto bruta e quanto destilada estão disponíveis no BiodieselDATA.
Publicidade
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com