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Exportação de glicerina volta a cair em setembro

Volume dos embarques do coproduto das usinas brasileiras durante setembro foi o menor dos últimos cinco meses

BiodieselBR.com 3 min de leitura

As exportações nacionais de glicerina tiveram seu segundo recuo seguido em setembro. De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) sobre a balança comercial brasileira, os embarques ficaram em 25,4 milhares de toneladas – cerca de 3% menos do que em agosto. As vendas renderam um pouco menos que US$ 5,65 milhões.

As exportações nacionais de glicerina tiveram seu segundo recuo seguido em setembro. De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) sobre a balança comercial brasileira, os embarques ficaram em 25,4 milhares de toneladas – cerca de 3% menos do que em agosto. As vendas renderam um pouco menos que US$ 5,65 milhões.

A culpa dessa nova contração foi exclusivamente da glicerina destilada. Os embarques caíram expressivos 23,4% em setembro frente ao mês anterior totalizando 7,65 mil toneladas. Foi o menor desempenho dos exportadores brasileiros neste segmento de mercado nos últimos 12 meses – em setembro de 2018, as exportações do produto destilado foram de 6,72 milhares de toneladas.

Nesse mesmo período, as exportações de glicerina bruta foram na direção oposta, cresceram cerca de 9,5%, chegando a 17,8 mil toneladas.

Apesar do mercado ter ficado menos robusto nos últimos meses, as vendas em 2019 continuam se mantendo acima dos outros anos. De janeiro a setembro, as exportações somaram 283,3 mil toneladas, cerca de 10% maior do que no mesmo período do ano passado.

Desse total, 195 mil toneladas foram destinadas à China que, em setembro, absorveu mais 15,8 mil toneladas de glicerina brasileira – 62% do total exportado no mês.

Ganhos menores

Se, em termos de volume, as exportações nacionais seguem firmes, os ganhos não tem sido tão bons. Em 2019, o mercado externo de glicerina rendeu ao país US$ 73,6 milhões, 37,3% menos do que durante os nove primeiros meses de 2018.

 

 

O motivo foi a queda acentuada nos preços internacionais do produto. Desde março de 2018, as cotações médias tanto da glicerina bruta quanto da glicerina destilada vêm caindo de forma consistente. Nos últimos 18 meses, o produto em estado bruto já perdeu 55,7% de seu valor.

Em setembro, no entanto, a queda dos preços inverteu de direção. A tonelada da glicerina destilada fechou cotada em US$ 408,83, cerca de 3,2% mais do que em agosto. Já a glicerina bruta avançou 14,5% em apenas um mês, ficando cotada em US$ 141,82.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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