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Exportação de glicerina recua 36,5% em abril

Volume mensal embarcado do principal coproduto da indústria brasileira de biodiesel foi o mais fraco dos últimos 8 meses

BiodieselBR.com 4 min de leitura

As exportações brasileiras de glicerina deram um passo atrás em abril. Pelas contas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques do principal coproduto da indústria nacional de biodiesel ficaram em meros 22,5 mil toneladas no mês passado. Esse foi o pior resultado dos últimos oito meses e representa uma contração nas vendas externas de 36,5%.

As exportações brasileiras de glicerina deram um passo atrás em abril. Pelas contas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques do principal coproduto da indústria nacional de biodiesel ficaram em meros 22,5 mil toneladas no mês passado. Esse foi o pior resultado dos últimos oito meses e representa uma contração nas vendas externas de 36,5%.

Em agosto de 2018, as vendas de glicerina não chegaram a 15,4 mil toneladas. Esse, no entanto, havia sido um mau resultado isolado. De lá para cá, o mercado se manteve sempre acima da marca de 30 toneladas mensais exportadas – a média de setembro até agora supera as 34,6 mil toneladas.

O principal motivo para essa contração é a venda menor de glicerina bruta, cujo montante chegou a 14,1 mil toneladas em abril. Isso é menos da metade do que o país vendeu um ano atrás.

Já a glicerina bidestilada chega a apresentar ganho na comparação anual. Os embarques em abril de 2018 foram de 5,6 mil toneladas contra mais de 8,4 mil toneladas agora – um ganho de 48,2%. Mesmo assim, contudo, houve queda de 14% nas exportações de março para abril.

Fatia maior

Com os dois segmentos do mercado andando em direções opostas, a glicerina bidestilada ficou com 37,3% das vendas externas totais.

Esse é o maior percentual do mercado que o produto de maior valor agregado conquista desde que a adição de biodiesel se tornou obrigatória no país no começo de 2008. A última vez havia sido em agosto de 2007 quando a glicerina bidestilada presentou mais de 99,9% das vendas externas do país.

Na época, o Brasil exportava apenas uma fração do volume atual. Em 2007, as vendas externas do ano inteirinho se resumiram a 6,9 mil toneladas de glicerina. Isso é menos do que o país vem exportando de glicerina bidestilada num único mês de 2019.

Ganhos

O faturamento com as vendas de glicerina também está bem mais magro. No mês passado entraram US$ 6,6 milhões com a venda do coproduto. A glicerina bruta foi responsável por cerca de US$ 2,6 milhões desse montante, enquanto a bidestilada trouxe os outros US$ 4 milhões.

Há um ano, o ganho havia sido de US$ 17,5 milhões. O maior para este produto num único mês. 

O motivo dessa contração é a queda nas cotações que o coproduto vem experimentando de forma consistente ao longo do último ano. De março de 2018 até agora, a glicerina bidestilada perdeu cerca metade de seu valor. De um pico de US$ 922,53 por tonelada, a cotação ficou em US$ 474,90 em maio.

Já a glicerina bruta chegou a perder 64% do valor entre fevereiro de 2019 e o mesmo mês de 2019. Nos últimos dois meses, o mercado vem apresentando um pequeno repique nos preços.

 

A tonelada fechou abril negociada por uma média de US$ 182,94, ganho de 13% sobre o a mínima de fevereiro quando a cotação chegou a US$ 161,80.

Acumulado

Desde o começo do ano, já foram exportadas 126 mil toneladas de glicerina. Destas, 40,9 mil toneladas são de glicerina destilada e 85 mil foram do produto bruto.

No mesmo período de 2018, as exportações foram de 112 mil toneladas.

Entretanto, os ganhos encolheram, de janeiro a abril de 2018 a glicerina rendeu US$ 58,2 milhões e neste ano foram menos de US$ 35,4 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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