Cotações da glicerina brasileira atingem menor preço no ano
O balanço divulgado pelo MDIC aponta para aumento do volume de glicerina exportada. Os preços do produto bruto, contudo foram os mais baixos do ano.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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O balanço das exportações e importações divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) traz uma boa e uma má notícia em relação às exportações brasileiras de glicerina. Em novembro, os embarques do produto no global – glicerol bruto e glicerina refinada – cresceram. Em contrapartida, a renumeração obtida pelo país caiu, já que a cotação média da glicerina atingiu seu patamar mais baixo no ano.
O balanço das exportações e importações divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) traz uma boa e uma má notícia em relação às exportações brasileiras de glicerina. Em novembro, os embarques do produto no global – glicerol bruto e glicerina refinada – cresceram. Em contrapartida, a renumeração obtida pelo país caiu, já que a cotação média da glicerina atingiu seu patamar mais baixo no ano.
A maior parte foi comercializada para a China, que adquiriu quase 79% -- cerca de 15 mil toneladas – do total da glicerina exportada pelo Brasil. Em larga distância, aparecem os Estados Unidos e a Malásia, com, respectivamente, 374,9 e 131,7 toneladas compradas.
Apesar do incremento no volume embarcado ao exterior, a desvalorização na cotação do coproduto proporcionou ao país um faturamento menor que o de outubro, em torno de 13%. Ao todo, o Brasil lucrou com a comercialização de glicerina no mês passado US$ 4,2 milhões, contra US$ 4,9 milhões de outubro.
Inverso Enquanto outubro registrou uma alta nos embarques de glicerina refinada e uma queda em relação ao glicerol bruto, no mês passado, as exportações dos dois coprodutos traçaram trajetórias inversas [ver gráfico].
O volume de glicerol bruto enviado para fora do país em novembro foi 16,2% maior que no mês anterior. Ao todo, foram exportadas cerca de 17 mil toneladas, com valor unitário (a tonelada) negociado a US$ 197,51 – queda de pouco mais de 10% em cima do preço pago em outubro.
No caso do coproduto com maior valor agregado, o recuo nas exportações foi bem maior – quase 50%. Em novembro, foram embarcadas 1,9 mil toneladas de glicerina refinada contra 3,7 mil toneladas de outubro.
Contudo, ao contrário do que ocorreu com o glicerol, o preço da glicerina refinada sofreu uma pequena valorização, de cerca de 4%. Em novembro, a tonelada do coproduto de maior valor agregado saiu por US$ 459,11 contra US$ 441,23 pagos em outubro.
Apesar da depreciação que a cotação da glicerina vem sofrendo, o volume exportado pelo Brasil até o mês passado já supera em 19,7% o enviado ao exterior em todo o ano de 2013.