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Cotações da glicerina brasileira atingem menor preço no ano

ExportGlicerina 091214O balanço divulgado pelo MDIC aponta para aumento do volume de glicerina exportada. Os preços do produto bruto, contudo foram os mais baixos do ano.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O balanço das exportações e importações divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) traz uma boa e uma má notícia em relação às exportações brasileiras de glicerina. Em novembro, os embarques do produto no global – glicerol bruto e glicerina refinada – cresceram. Em contrapartida, a renumeração obtida pelo país caiu, já que a cotação média da glicerina atingiu seu patamar mais baixo no ano.

Grafico ExportGlicerinaNov14_091214
O balanço das exportações e importações divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) traz uma boa e uma má notícia em relação às exportações brasileiras de glicerina. Em novembro, os embarques do produto no global – glicerol bruto e glicerina refinada – cresceram. Em contrapartida, a renumeração obtida pelo país caiu, já que a cotação média da glicerina atingiu seu patamar mais baixo no ano.

No mês passado, foram exportadas, no geral, cerca de 19 mil toneladas de glicerina – 3% a mais que em outubro, quando as exportações ficaram praticamente estagnadas [http://www.biodieselbr.com/noticias/usinas/glicerina/exportacoes-glicerina-estaveis-outubro-141114.htm] em relação ao mês anterior.

A maior parte foi comercializada para a China, que adquiriu quase 79% -- cerca de 15 mil toneladas – do total da glicerina exportada pelo Brasil. Em larga distância, aparecem os Estados Unidos e a Malásia, com, respectivamente, 374,9 e 131,7 toneladas compradas.

Apesar do incremento no volume embarcado ao exterior, a desvalorização na cotação do coproduto proporcionou ao país um faturamento menor que o de outubro, em torno de 13%. Ao todo, o Brasil lucrou com a comercialização de glicerina no mês passado US$ 4,2 milhões, contra US$ 4,9 milhões de outubro. 

Inverso
Enquanto outubro registrou uma alta nos embarques de glicerina refinada e uma queda em relação ao glicerol bruto, no mês passado, as exportações dos dois coprodutos traçaram trajetórias inversas [ver gráfico].

O volume de glicerol bruto enviado para fora do país em novembro foi 16,2% maior que no mês anterior. Ao todo, foram exportadas cerca de 17 mil toneladas, com valor unitário (a tonelada) negociado a US$ 197,51 – queda de pouco mais de 10% em cima do preço pago em outubro.

No caso do coproduto com maior valor agregado, o recuo nas exportações foi bem maior – quase 50%. Em novembro, foram embarcadas 1,9 mil toneladas de glicerina refinada contra 3,7 mil toneladas de outubro.

Contudo, ao contrário do que ocorreu com o glicerol, o preço da glicerina refinada sofreu uma pequena valorização, de cerca de 4%. Em novembro, a tonelada do coproduto de maior valor agregado saiu por US$ 459,11 contra US$ 441,23 pagos em outubro.   

Apesar da depreciação que a cotação da glicerina vem sofrendo, o volume exportado pelo Brasil até o mês passado já supera em 19,7% o enviado ao exterior em todo o ano de 2013.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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