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Apesar de volume maior, faturamento com exportação de glicerina cai

Vendas externas do coproduto aumentaram 4,1% ao mesmo tempo em que o faturamento recuou 1,7%

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Os números das exportações de glicerina caminharam em direções opostas em agosto. Enquanto o volume embarcado pelos exportadores brasileiros aumentou em cerca de 4,1%, atingindo a marca de 36,4 mil toneladas, o faturamento teve um recuo de 1,7% indo para US$ 22,8 milhões.

Mesmo com o resultado negativo, os ganhos seguem bastante elevados para os padrões do mercado. Agosto teve o segundo melhor resultado financeiro para as vendas externas do coproduto, atrás apenas dos US$ 23,2 milhões que foram computados pelo Ministério da Economia em julho.

Os números das exportações de glicerina caminharam em direções opostas em agosto. Enquanto o volume embarcado pelos exportadores brasileiros aumentou em cerca de 4,1%, atingindo a marca de 36,4 mil toneladas, o faturamento teve um recuo de 1,7% indo para US$ 22,8 milhões.

Mesmo com o resultado negativo, os ganhos seguem bastante elevados para os padrões do mercado. Agosto teve o segundo melhor resultado financeiro para as vendas externas do coproduto, atrás apenas dos US$ 23,2 milhões que foram computados pelo Ministério da Economia em julho.

Menos destilado

O motivo desse descasamento foi a contração nas vendas da glicerina destilada. Em agosto, as exportações dessa classe de produto – que tem um valor de mercado mais elevado – encolheu para aproximadamente 6,1 mil toneladas. Menos da metade em relação ao resultado do mês anterior.

Em termos de volume, essa queda foi mais do que compensada pela expansão na demanda internacional por glicerina bruta que viu os embarques aumentaram 35,2%, chegando perto de 30,4 mil m³.

As seguidas reduções na mistura obrigatória do biodiesel, parecem estar se refletindo no mercado de glicerina. De janeiro a agosto desde ano, o somatório das exportações do coproduto atingiu a marca 305,8 mil toneladas. Esse resultado é cerca de 2,8% menor do que havia sido apurado no mesmo período do ano passado.

Até julho, o volume de exportações estava no azul com um crescimento de 2,7%.

Cotações melhores

As cotações do produto têm ajudado a sustentar resultados mesmo em face de vendas menores.

Mais uma vez, a glicerina bruta renovou a máxima. Em média, a tonelada foi vendida por US$ 568,47. Esse é o maior valor da glicerina bruta desde agosto de 2007 – antes da mistura de biodiesel ter se tornando obrigatória no Brasil.

Já a glicerina destilada recebeu US$ 918,41 por tonelada, praticamente retomando o patamar de US$ 922,53 de março de 2018.

Apesar de ter sofrido alguma turbulência no meio do caminho, os preços que os compradores internacionais vêm pagando pela glicerina brasileira vêm subindo de forma consistente desde o final do primeiro trimestre de 2018.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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