Além de trazer 62,4 mil toneladas de óleos e gorduras de fora, Brasil foi importador líquido de soja em grão
O aperto na disponibilidade de soja no mercado interno fez com que o Brasil entrasse o ano novo como importador líquido da commodity. No primeiro mês de 2021, o país precisou trazer de fora 82,1 mil toneladas do grão enquanto os embarques ficaram um pouco abaixo da marca de 49,5 mil toneladas. Já fazia 8 anos que o fluxo internacional do produto não ficava negativo. A última vez foi em janeiro de 2013.
Mesmo tendo assumido a liderança global na produção de soja, o cenário altamente favorável às exportações – com dólar forte frente ao real e alta demanda internacional – fez com que o Brasil praticamente esgotasse os estoques do grão. Ao longo de 2020, saíram do país praticamente 83 milhões de toneladas do grão praticamente igualando o resultado de 2018 quando a guerra comercial entre China e Estados Unidos fez com que uma parcela maior da demanda chinesa viesse para cá.
O aperto na disponibilidade de soja no mercado interno fez com que o Brasil entrasse o ano novo como importador líquido da commodity. No primeiro mês de 2021, o país precisou trazer de fora 82,1 mil toneladas do grão enquanto os embarques ficaram um pouco abaixo da marca de 49,5 mil toneladas. Já fazia 8 anos que o fluxo internacional do produto não ficava negativo. A última vez foi em janeiro de 2013.
Mesmo tendo assumido a liderança global na produção de soja, o cenário altamente favorável às exportações – com dólar forte frente ao real e alta demanda internacional – fez com que o Brasil praticamente esgotasse os estoques do grão. Ao longo de 2020, saíram do país praticamente 83 milhões de toneladas do grão praticamente igualando o resultado de 2018 quando a guerra comercial entre China e Estados Unidos fez com que uma parcela maior da demanda chinesa viesse para cá.
No final, acabou faltando soja para o mercado interno e o país precisou importar 821,4 mil toneladas – maior volume importado em 17 anos. Embora esse movimento tenha tido picos bastante agudos em julho e novembro – meses nos quais os desembarques do grão passaram de 120 mil toneladas –, há uma tendência geral de crescimento nas importações que continuou presente em janeiro.
Em relação ao resultado de janeiro do ano passado, as importações de soja cresceram praticamente 320%.
O custo para trazer soja para o mercado brasileiro foi de US$ 33,7 milhões. Em média, cada tonelada de soja entrou no país custando US$ 409,82. Esse valor foi menor do que os US$ 470,05 que o país ganhou a cada tonelada de soja exportada.
O principal fornecedor para o mercado brasileiro no mês passado foi o Paraguai. Nosso país vizinho forneceu 47,9 mil toneladas da oleaginosa para o Brasil.
Óleos e Gorduras
Além de soja em grão, o país continua importando quantidades significativas de óleos e gorduras. A demanda no primeiro mês do ano foi de praticamente 62,4 mil toneladas, sendo que o óleo de soja representou praticamente dois terços desse total com 40,3 mil toneladas.
Embora os volumes venham recuando desde outubro – mês em que as importações somaram de 98,2 mil toneladas –, os níveis atuais ainda estão bem acima do comum.
Comparando o mês passado com janeiro de 2020, a quantidade de óleos e gorduras que entraram no país se multiplicou por seis. Enquanto o custo aumentou quase sete vezes, chegando a US$ 49,7 milhões.
A Argentina foi o maior parceiro do Brasil nesse mercado. Mais de 32,7 mil toneladas de matérias-primas saíram da Argentina com destino ao Brasil. Foram 29,7 mil toneladas do óleo de soja e mais 1,81 mil toneladas de gordura bovina.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com