Volume de óleo exportado subiu quase 8,1% em relação ao mês anterior
O apetite internacional pelo óleo de soja brasileiro voltou a se intensificar em agosto. Segundo dados do Ministério da Economia, um total de 229,3 mil toneladas do derivado do principal produto do agronegócio brasileiro saíram do país. O volume é cerca de 8,1% maior do que no mês anterior quando os embarques reportados foram de 212,2 mil m³.
Do começo do ano para cá, apenas no mês de fevereiro – 109,5 – as exportações de óleo de soja ficaram abaixo da média mensal dos últimos cinco anos que está em 123,7 mil m³.
O apetite internacional pelo óleo de soja brasileiro voltou a se intensificar em agosto. Segundo dados do Ministério da Economia, um total de 229,3 mil toneladas do derivado do principal produto do agronegócio brasileiro saíram do país. O volume é cerca de 8,1% maior do que no mês anterior quando os embarques reportados foram de 212,2 mil m³.
Embora o mercado externo já não pareça mais tão aquecido quanto esteve entre abril e junho – mês no qual o Brasil exportou seu maior volume de óleo de soja em 18 anos –, as exportações estão mantendo um ritmo foram do normal.
Do começo do ano para cá, apenas no mês de fevereiro – 109,5 – as exportações de óleo de soja ficaram abaixo da média mensal dos últimos cinco anos que está em 123,7 mil m³.
Descolamento
No mês passado, inclusive, as exportações tiveram um descolamento em relação à curva típica. Nos últimos cinco anos – 2017 a 2021 – as exportações apresentaram queda de 3,1% entre julho e agosto.
Normalmente, os meses entre abril e agosto são os mais relevantes para os exportadores brasileiros de óleo de soja. Depois de agosto, a demanda externa entre em descendente. No ano passado, contudo, as vendas tiveram um repique depois de julho.
De janeiro a agosto, as vendas externas do Brasil alcançaram a marca de 1,71 milhão de toneladas de óleo de soja vendido. Esse resultado faz de 2022, o terceiro melhor ano para os embarques de óleo de soja atrás de 2005 e 2004 – com 1,78 e 1,80 milhão de toneladas embarcadas, respectivamente.
O principal motivo desse salto é a Índia. O país asiático bateu a China como maior cliente do óleo brasileiro. Só este ano, os indianos já compraram um pouco mais de um milhão de toneladas o produto, alta de extraordinários 286,5% sobre o volume do ano anterior quando a demanda foi de 265,3 mil toneladas.
Recorde
Os ganhos financeiros com o óleo exportado também vêm enchendo os olhos. Em agosto, o faturamento foi de US$ 326,1 milhões.
Do começo do ano até agora, mais de US$ 2,73 bilhões entraram no país graças às exportações de óleo. Isso já faz de 2022 o de maior faturamento para o segmento de todos os tempos superando os US$ 2,67 bilhões de 2008.
Some-se aos bons volumes exportados, os preços atrativos que o produto vem pegando no mercado internacional. Em agosto, o valor médio pago pelo óleo de soja brasileiro foi de US$ ‘1.421,79.
Embora os preços venham caindo de forma acentuada desde maio quando atingiram a a máxima histórica de US$ 1.765,90 por tonelada, os valores seguem elevados.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com