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Preços dos CBios continuam em queda na primeira quinzena de junho

Créditos custaram em média R$ 76,07 na primeira metade do mês, queda quinzenal de 12%

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Os preços dos créditos de descarbonização (CBios), continuaram em queda na primeira quinzena de junho. No período, os títulos custaram, em média, R$ 76,07, retração de 12% em relação a quinzena anterior.

O valor ficou 23% abaixo da média de 2024, de R$ 99,93, e 14,7% inferior à média histórica do programa, de R$ 89,21.

Os números são resultados de cálculos realizados por BiodieselBR.com a partir dos dados da Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do programa.

Uma das justificativas para a queda nos preços é o momento do mercado. De acordo com o Itaú BBA, o segmento está pessimista com a inadimplência no RenovaBio. O banco ainda complementou que as sanções aplicadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) são consideradas baixas, o que seria um incentivo para o descumprimento das metas.

Os preços dos créditos de descarbonização (CBios), continuaram em queda na primeira quinzena de junho. No período, os títulos custaram, em média, R$ 76,07, retração de 12% em relação a quinzena anterior.

O valor ficou 23% abaixo da média de 2024, de R$ 99,93, e 14,7% inferior à média histórica do programa, de R$ 89,21.

Os números são resultados de cálculos realizados por BiodieselBR.com a partir dos dados da Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do programa.

Uma das justificativas para a queda nos preços é o momento do mercado. De acordo com o Itaú BBA, o segmento está pessimista com a inadimplência no RenovaBio. O banco ainda complementou que as sanções aplicadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) são consideradas baixas, o que seria um incentivo para o descumprimento das metas.

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Na quinzena, os CBios foram comercializados entre R$ 84,40 e R$ 63,00. O maior valor foi registrado no dia 14, enquanto o menor foi visto no dia 7.

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Ainda conforme a B3, 2,17 mil negociações foram registradas na quinzena, movimentando 3,61 milhões de créditos.

Posse dos CBios

No dia 14 de junho, a B3 fechou a sessão com 21,58 milhões de CBios em circulação. Do total, 49,7%, ou milhões de títulos, estavam em posse das usinas certificadas no programa.

Já as distribuidoras com metas a cumprir detinham 10,14 milhões de créditos, o equivalente a 47% do montante. Por fim, os 713,66 mil créditos restantes (3,3%) estavam com investidores sem metas – dentre eles, 60,08 mil CBios estavam em posse de instituições financeiras.

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Com isso, os CBios em circulação atualmente seriam suficientes para alcançar 46,5% da meta estipulada para o RenovaBio, que foi atualizada pela ANP, para 46,37 milhões de créditos.

Além do objetivo já definido, de 38,78 milhões de títulos, o valor atual também considera os 7,59 milhões de CBios que não foram entregues em 2023.

Emissões

Desde o começo de abril até agora, as unidades produtoras já emitiram 8,06 milhões de créditos.

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De acordo com a ANP, 329 usinas possuem certificações do RenovaBio aprovadas no momento. Destas, quatro fabricam biometano e outras 38, biodiesel.

Dentre as 287 usinas de etanol certificadas, 273 utilizam apenas a cana-de-açúcar como matéria-prima; cinco processam cana e milho; oito apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.

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Ao longo de 2024, essas companhias já escrituraram 18,48 milhões de CBios.

Por sua vez, do início do programa, em 2020, até agora, 134,7 milhões de créditos foram emitidos pelas usinas.

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Aposentadorias

Na primeira quinzena de junho, 195,78 mil CBios foram retirados de circulação, um aumento de 230% em relação aos 59,38 mil aposentados no mesmo período de 2023.

Desde o início de abril até agora, 4,4 milhões de CBios saíram do mercado, totalizando 9,5% da meta estipulada para 2024.20240618 CBiosQuinzena 07

Assim, considerando os títulos disponíveis no mercado, as aposentadorias antecipadas – que totalizaram 2,3 milhões de créditos, segundo a ANP – e os que foram retirados de circulação desde abril, o total chega a 28,28 milhões de títulos, ou 61% da meta anual.

De acordo com a B3, a mais recente aposentadoria realizada por partes não obrigadas aconteceu em novembro de 2023. Na ocasião, apenas dez títulos foram retirados de circulação.

Giully Regina – BiodieselBR.com & NovaCana

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