Crédito de carbono do RenovaBio foi negociado por R$ 81,74 na semana encerrada em 11 de fevereiro
Depois dois anos entre altos e baixos, os preços pagos pelo mercado nos Créditos de Descarbonização (CBios) do RenovaBio parecem estar engrenando. De acordo com dados compilados por BiodieselBR.com junto à B3, na última semana – entre os dias 07 e 11 de fevereiro – os papeis foram negociados, em média, por R$ 81,74. O maior valor pago por um CBio na semana passada chegou em R$ 88,00.
O valor é o mais alto da série histórica que começa na 25ª semana de 2020. O primeiro negócio do mercado de descarbonização – 100 CBios por R$ 50,00 cada um – foi fechado em meados de junho daquele ano. Desde então, o mercado tem vivido longos períodos de marasmo e surtos de atividade mais para perto do final do ano – conforme se aproxime o prazo para que as distribuidoras comprovem o cumprimento de suas metas de descarbonização.
Desta vez, no entanto, a o comportamento do mercado parece ter mudado. Embora os CBios tenham aberto ao ano em baixa – queda de quase 17% entre a última semana de 2021 a primeira de 2022 – os valores rapidamente se recuperaram e, desde a 4ª semana do ano, vêm quebrando recordes seguidos.
Depois dois anos entre altos e baixos, os preços pagos pelo mercado nos Créditos de Descarbonização (CBios) do RenovaBio parecem estar engrenando. De acordo com dados compilados por BiodieselBR.com junto à B3, na última semana – entre os dias 07 e 11 de fevereiro – os papeis foram negociados, em média, por R$ 81,74. O maior valor pago por um CBio na semana passada chegou em R$ 88,00.
O valor é o mais alto da série histórica que começa na 25ª semana de 2020. O primeiro negócio do mercado de descarbonização – 100 CBios por R$ 50,00 cada um – foi fechado em meados de junho daquele ano. Desde então, o mercado tem vivido longos períodos de marasmo e surtos de atividade mais para perto do final do ano – conforme se aproxime o prazo para que as distribuidoras comprovem o cumprimento de suas metas de descarbonização.
Desta vez, no entanto, a o comportamento do mercado parece ter mudado. Embora os CBios tenham aberto ao ano em baixa – queda de quase 17% entre a última semana de 2021 a primeira de 2022 – os valores rapidamente se recuperaram e, desde a 4ª semana do ano, vêm quebrando recordes seguidos.
Do começo do ano até agora, o valor de cada CBio subiu praticamente 65%.
Considerando o câmbio da semana passada – com o dólar valendo cerca de R$ 5,39 – o CBio custou o equivalente a US$ 15,17. Quando o RenovaBio foi lançado, a expectativa do Ministério de Minas e Energia (MME) era que os títulos fossem negociados por pelo menos US$ 10.
Volume maior
Além dos preços mais atraentes, o mercado também vem sustentando maiores volumes de negociações. Na semana passada, 1,39 milhão de CBios trocaram de mãos em 593 negócios distintos. Esta foi a quarta semana seguida com negociações acima da marca de um milhão de títulos.
No mesmo período do ano passado, a quantidade de títulos movimentada pela bolsa brasileira se restringiu a 337,1 milhares de unidades.
Pelo desenho do RenovaBio, cada CBio equivale a uma tonelada de gás carbônico que tenha deixado de ser emitida graças a substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis. As distribuidoras têm que comprar os títulos para comprovar que cumpriram as metas de descarbonização definidas anualmente pelo CNPE.
Para este ano, as distribuidoras terão que adquirir 35,98 milhões de CBios. Pelo valor atual, o cumprimento da meta vai movimentar R$ 2,94 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com