Números finais da usina fluminense ficaram um pouco menores do que os apresentados durante a fase de consulta pública
Demorou um bocado, mas usina da Olfar em Porto Real (RJ) foi – finalmente – admitida entre os fabricantes de biocombustíveis capazes de emitir Créditos de Descarbonização (CBios). A planta teve sua Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) reconhecida ontem (16) pela ANP, exatos sete meses depois de encerrado a etapa de consulta pública do processo de certificação desta unidade produtiva.
Demorou um bocado, mas usina da Olfar em Porto Real (RJ) foi – finalmente – admitida entre os fabricantes de biocombustíveis capazes de emitir Créditos de Descarbonização (CBios). A planta teve sua Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) reconhecida ontem (16) pela ANP, exatos sete meses depois de encerrado a etapa de consulta pública do processo de certificação desta unidade produtiva.
A Olfar de Porto Real foi a primeira usina do país a ter os números de sua certificação divulgados ao mercado. No fim das contas, contudo, ela foi apenas a sexta fabricante a atingir o final do processo.
Ao menos por enquanto, o setor de biodiesel está na frente. Das seis usinas com certificados que já foram reconhecidos pela ANP, quatro são fabricantes de biodiesel.
Bons números
Embora seja uma usina de porte relativamente modesto para os padrões do setor – capaz de fabricar até 162 milhões de litros, a planta é a 27ª maior do país –, os números da Olfar de Porto Real no Renovabio são particularmente positivos. Graças a uma matriz de matérias-primas baseada em gordura animal e óleos residuais ela conseguiu certificar praticamente toda sua capacidade produtiva – 99,7% – e obteve uma NEEA de 80,6 gCO2eq/MJ.
Em ambos os casos, no entanto, os números ficaram abaixo dos apresentados ao mercado em abril. Na fase de consulta pública, a Olfar pleiteou a certificação de 100% de sua produção e NEEA de 80,8 gCO2eq/MJ.
Com base nos valores finais, a Olfar de Porto Real poderá colocar até 431,8 mil CBios por ano. Utilizando a estimativa de que cada CBio deverá ser negociado pelo valor aproximado de US$ 10, a venda destes papeis poderá render à empresa cerca R$ 17,5 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com