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Duas usinas de biodiesel abrem consulta em certificação do Renovabio

Informações disponibilizadas antecipam que as plantas da ADM e da Cofco poderão ofertar até 465,7 mil CBios por ano

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A elite do setor de biodiesel vem aderindo rapidamente ao Renovabio. Das 10 maiores usinas do país em capacidade instalada, duas foram certificadas pela ANP – a Oleoplan de Veranópolis e a BSBios de Marialva – enquanto outras seis pelo menos já atingiram a etapa de consulta pública. Os acréscimos mais recentes neste grupo são unidades produtivas que a ADM e a Cofco mantêm em Rondonópolis (MT). Os números foram divulgados pela Green Domus.

Quando completarem seus processos de certificação, as duas usinas poderão emitir um pouco mais que 465,7 mil Créditos de Descarbonização (CBios) por ano.

A elite do setor de biodiesel vem aderindo rapidamente ao Renovabio. Das 10 maiores usinas do país em capacidade instalada, duas foram certificadas pela ANP – a Oleoplan de Veranópolis e a BSBios de Marialva – enquanto outras seis pelo menos já atingiram a etapa de consulta pública. Os acréscimos mais recentes neste grupo são unidades produtivas que a ADM e a Cofco mantêm em Rondonópolis (MT). Os números foram divulgados pela Green Domus.

Quando completarem seus processos de certificação, as duas usinas poderão emitir um pouco mais que 465,7 mil Créditos de Descarbonização (CBios) por ano.

Vice-líder

A ADM é a maior das duas. A usina de Rondonópolis é a segunda maior fabricante de biodiesel do país – atrás somente da Granol de Anápolis – com capacidade para fabricar mais que 486,7 milhões de litros de biodiesel por ano.

A empresa pretende certificar 44,9% desse total. O percentual equivale a cerca 556,9 mil toneladas de soja das 1,16 milhão de toneladas do grão que a planta destinou à produção de biodiesel ao longo do ano passado. Somadas outras destinações, a usina em Rondonópolis moeu um pouco mais de 2 milhões de toneladas de soja em grão.

Com uma Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 44,9 gCO2eq/MJ, a ADM poderá emitir um CBio para cada 671,7 litros de biodiesel fabricados. O número está bem abaixo da média do setor que, atualmente, está em 454,8 litros para cada CBio.

Entre as usinas que estão certificando biodiesel de soja, no entanto, a média sobe para a emissão de cada CBio sobe para 639,1 litros de biodiesel.

Os números permitiriam que a ADM de Rondonópolis comercialize até 347,4 mil CBios ao ano o que, pelo câmbio de hoje, renderia cerca de R$ 15,4 milhões às contas da empresa. O máximo para a usina seria de 724,6 mil CBios.

Cofco

A Cofco apresenta números mais modestos que os da concorrente. A começar pela capacidade instalada de 306 milhões de litros por ano, o que a coloca nas últimas posições do top 10 do setor – empatada com a Três Tentos.

Além disso, a fração elegível da produção da planta será de 26,7% e sua NEEA deverá ser a menor do setor com 43,4 gCO2eq/MJ. Isso será o bastante para que ela gere cerca de 118,3 mil CBios por ano com um valor de mercado estimado em R$ 5,24 milhões.

Das 10 maiores usinas de biodiesel em atividade apenas a Bianchini e a Delta de Cuiabá ainda não atingiram a etapa de consulta pública.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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