Prazo para que as distribuidoras comprovem o cumprimento das metas de 2022 se encerra no próximo sábado (30)
Faltando cerca de uma semana para que as distribuidoras fechem as contas de suas metas de descarbonização do ano passado, os dados da B3 mostram que as coisas estão relativamente bem encaminhadas para que setor consiga cumprir seus prazos mais imediatos. Nesse momento, qualquer incerteza sobre o mercado diz muito mais respeito do final deste ano do que ao final deste mês.
Em julho do ano passado, o governo Bolsonaro autorizou as distribuidoras a adiarem até 30 de setembro próximo o comprimento de suas metas do RenovaBio referentes à 2022. A medida buscou desaquecer o mercado de CBios cujo preço chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 200.
Para aquele ano, as distribuidoras estavam obrigadas a comprar 36,7 milhões de CBios. Até esta última quarta-feira (20) 32,4 milhões de CBios – 88,3% do total – já haviam sido aposentados de acordo com informações divulgadas pela ANP. Das 141 empresa que tinham metas a cumprir no ano passado, 66 já estavam totalmente quites com suas obrigações.
Além disso, naquele mesmo dia o site da B3 apontava que as distribuidoras tinham um acervo de 20,6 milhões de CBios. Mais que o bastante para assegurar os 4,32 milhões de créditos que ainda estavam faltando zerar as pendências de 2022.
Faltando cerca de uma semana para que as distribuidoras fechem as contas de suas metas de descarbonização do ano passado, os dados da B3 mostram que as coisas estão relativamente bem encaminhadas para que setor consiga cumprir seus prazos mais imediatos. Nesse momento, qualquer incerteza sobre o mercado diz muito mais respeito do final deste ano do que ao final deste mês.
Em julho do ano passado, o governo Bolsonaro autorizou as distribuidoras a adiarem até 30 de setembro próximo o comprimento de suas metas do RenovaBio referentes à 2022. A medida buscou desaquecer o mercado de CBios cujo preço chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 200.
Para aquele ano, as distribuidoras estavam obrigadas a comprar 36,7 milhões de CBios. Até esta última quarta-feira (20) 32,4 milhões de CBios – 88,3% do total – já haviam sido aposentados de acordo com informações divulgadas pela ANP. Das 141 empresa que tinham metas a cumprir no ano passado, 66 já estavam totalmente quites com suas obrigações.
Além disso, naquele mesmo dia o site da B3 apontava que as distribuidoras tinham um acervo de 20,6 milhões de CBios. Mais que o bastante para assegurar os 4,32 milhões de créditos que ainda estavam faltando zerar as pendências de 2022.
Corrida para 2023
Resolvida essa parte, as distribuidoras estarão livres para se concentrarem nas metas para este ano. Neste caso, a situação parece bem menos tranquila. Afinal, são quase 37,5 milhões de CBios em jogo devidos por 145 empresas.
As distribuidoras não estão necessariamente partindo do zero. Somados os CBios que foram aposentados ao longo do ano passado e os que foram aposentados até a última quarta-feira já temos 35 milhões de títulos resgatados. Descontados aqueles que o foram para cumprir as metas de 2022, temos praticamente 2,6 milhões de unidades que devem ter sido aposentadas para antecipar as metas mais recentes.
Somando, portanto, o que os 4,32 milhões de CBios por cumprir da meta de 2022 e os 34,9 milhões de CBios em aberto na meta de 2023, ainda temos uma demanda de 39,2 milhões de CBios para este ano. Cerca de metade – 20,6 milhões de CBios – deste total já estão em posse das distribuidoras o que reduz a conta para 18,5 milhões.
Há ainda um estoque de 8,31 milhões nas mãos dos emissores e mais 1,16 milhão com partes não obrigadas. São mais 9,47 milhões de CBios que podem ser colocados à disposição do mercado. Isso reduz o déficit global para menos de 9,1 milhões.
Considerando que a média mensal de emissões de CBios nos primeiros 8 meses do ano foi de 2,78 milhões de unidades. É possível estimar que algo em torno de 11,1 milhões de CBios vão entrar no mercado entre setembro e dezembro o que garantiria uma folga da ordem de 2,02 milhões de CBios caso o cumprimento integral da meta fosse exigido até o fim ano, mas como o prazo também foi ampliado para o fim de março de 2024, a folga deverá ser maior do que essa e as distribuidoras poderão comprar o volume que precisam
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com