Granol de Anápolis e ADM de Rondonópolis tiveram seus certificados finais emitidos pela ANP
As duas maiores usinas de biodiesel do país – a Granol de Anápolis e a ADM de Rondonópolis – acabam de ter reconhecido seu direito de fazer parte do mercado de descarbonização criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Os certificados que autorizam as duas plantas a começarem a gerar Créditos de Descarbonização (CBios) a partir do biocombustível que produzirem foram emitidos pela ANP nessa última sexta-feira (29). Isso elevou a capacidade total de emissão de créditos do setor em 409,7 mil unidades.
São 181,8 mil CBios da unidade de Anápolis (GO) e mais 227,9 mil da usina de Rondonópolis o que sobe o teto de geração de CBios pelo setor de biodiesel como um todo para um valor próximo aos 4,92 milhões de CBios.
As duas maiores usinas de biodiesel do país – a Granol de Anápolis e a ADM de Rondonópolis – acabam de ter reconhecido seu direito de fazer parte do mercado de descarbonização criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Os certificados que autorizam as duas plantas a começarem a gerar Créditos de Descarbonização (CBios) a partir do biocombustível que produzirem foram emitidos pela ANP nessa última sexta-feira (29). Isso elevou a capacidade total de emissão de créditos do setor em 409,7 mil unidades.
São 181,8 mil CBios da unidade de Anápolis (GO) e mais 227,9 mil da usina de Rondonópolis o que sobe o teto de geração de CBios pelo setor de biodiesel como um todo para um valor próximo aos 4,92 milhões de CBios.
Se colocarmos de lado a capacidade total considerarmos somente os níveis efetivos da produção das usinas de biodiesel certificadas no ano passado, a capacidade de geração de títulos cairia para 3,45 milhões de CBios.
Por essa conta, a ADM de Rondonópolis poderia emitir 156,7 mil CBios enquanto a Granol de Anápolis beiraria os 109 mil títulos.
Maiores
Somadas, essas duas usinas reúnem aproximadamente 10,7% da capacidade instalada de produção de biodiesel do país. São 558 milhões de litros da unidade de Anápolis e 486,7 milhões de litros da ADM de Rondonópolis.
Esse gigantismo, contudo, não se transfere necessariamente para o mercado de CBios. Nele, essas usinas ocupam, respectivamente, a 9ª e a 12ª posição considerando a capacidade máxima de emissão de títulos do setor.
A Granol de Anápolis se saiu um pouco melhor do que pretendia inicialmente. Considerando os números expostos no relatório que foi colocado em consulta pública, a fábrica goiana deveria poder emitir cerca de 10% CBios a menos. A empresa conseguiu elevar tanto a fração de sua produção que será contabilizada para a geração de CBios – de menos de 18% para 18,8%. Já a nota eficiência energético ambiental (NEEA) ficou em 49,6 gCO2eq/MJ.
Já a ADM teve que se conformar uma fração elegível quando e uma nota piores do que aquelas que pleiteava. No pedido apresentado em meados de fevereiro, a ADM queria emitir CBios para quase metade de sua produção – 47,9% – com uma nota de 44,9 gCO2eq/MJ. Mas a certificação final ficou em 33,4% com NEEA de 42,3 gCO2eq/MJ.
Isso fez com que a capacidade de emissão de CBios da usina recuasse em praticamente um terço da pretensão inicial – de 347,4 mil para 227,9 mil.
Hoje, a maior geradora de CBios do ramo é a JBS de Lins que tem capacidade de colocar até 494 mil créditos no mercado a cada ano.
Terceira
A certificação da planta de Anápolis sai apenas alguns dias depois da Granol ter certificado suas unidades de Cachoeira do Sul (RS) e Porto Nacional (TO).
Somadas as três, a Granol poderá emitir até 342,5 mil CBios.
A ADM, pelo menos por enquanto, não se movimentou para certificar sua planta em Joaçaba (SC).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com