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Setor de biodiesel apresenta propostas à Moreira Franco

Titular do MME determinou a criação de um grupo de trabalho para debater contribuições do setor em esforço para baratear combustíveis

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O setor de biodiesel vai se engajar no esforço que o governo federal vem desenvolvendo nesses últimos dias para tentar conter a alta nos preços dos combustíveis. Propostas nesse sentido foram apresentadas por representantes dos fabricantes que participara de uma reunião com o ministro das Minas e Energia, Wellington Moreira Franco, realizada no final da tarde de ontem (23).

O setor de biodiesel vai se engajar no esforço que o governo federal vem desenvolvendo nesses últimos dias para tentar conter a alta nos preços dos combustíveis. Propostas nesse sentido foram apresentadas por representantes dos fabricantes que participara de uma reunião com o ministro das Minas e Energia, Wellington Moreira Franco, realizada no final da tarde de ontem (23).

A reunião contou com representantes das três maiores associações de fabricantes – Abiove, Aprobio e Ubrabio – e entregou ao ministro um documento com uma série de ideias. Moreira Franco se comprometeu a criar um grupo de trabalho coordenado pelo secretário executivo da pasta, Márcio Felix, para analisar essas sugestões.

Segundo o gerente de economia da Abiove, Daniel Amaral, ainda não há nenhum cronograma fechado sobre a implantação desse GT. “Ainda vamos conversar com a equipe do MME para saber isso será colocado em prática”, conta.

Propostas

No documento que foi apresentado ao ministro estão listadas 6 propostas do setor.

Entre elas, há pautas que já estavam no radar há um bom tempo. É o caso da definição de um cronograma para a implementação do B15. O setor cobra que o B11 seja implementado em março do ano que vem e, a partir daí a mistura obrigatória avançaria um ponto percentual ao ano até a chegada do B15 em 2023.

Também foi cobrada uma posição do governo a respeito do que acontecerá depois disso. Hoje o marco regulatório – Lei 13.263/2016 – tem o B15 como teto para a mistura obrigatória. Já o setor quer que a mistura avance para o B20 o quanto antes.

Para já ir abrindo o caminho para esse novo salto, as entidades representativas querem que um esforço antecipado para a validação do uso do B20 nos motores diesel. “Em situações anteriores, o setor automobilístico só começou a fazer os testes necessário depois que o aumento da mistura foi promulgado em lei. Dessa vez, a gente está propondo fazer o contrário e antecipar a validação das novas misturas”, explica Daniel.

Regional

Mas a proposta mais relevante apresentada pelo setor foi a da criação do Biodiesel Regional. Por essa ideia, os estados do Centro-Oeste teriam um aumento imediato da mistura obrigatório para 15%. Segundo as contas das entidades isso permitiria reduzir o custo do litro de óleo diesel no interior do país em até R$ 0,13 – bem acima dos R$ 0,03 esperados com uma eventual isenção da Cide.

“Há pelo menos dois anos, o biodiesel é mais barato que o diesel na região Centro-Oeste, grande produtora de grãos e biodiesel”, esclarece Donizete Tokarski, diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

A mudança também aliviaria pressão sobre o sistema de logística. “A gente evita fazer viagens desnecessárias transportando diesel do litoral até os estados do Centro-Oeste”, explica Daniel acrescentando que todas as propostas foram “muito bem recebidas pelo ministro”.

Uma cópia do documento descrevendo as propostas do setor entregue ao ministro Moreira Franco pode ser consultada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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