

Na noite de ontem (29), o Senador Casildo Maldaner (PMDB/SC) cobrou que o governo federal dê mais atenção aos biocombustíveis e defendeu o aumento da mistura de biodiesel.

Na noite dessa segunda-feira (29), o Senador Casildo Maldaner (PMDB/SC) aproveitou seu tempo na tribuna para cobrar do governo federal mais atenção à indústria de biocombustíveis. O parlamentar defendeu o aumento imediato da mistura de biodiesel dos atuais 5% para 7%.
Num discurso coalhado de críticas à falta de interesse do governo federal vêm demonstrando pelo setor, o senador catarinense reclamou a forma apenas pontual com a qual o Palácio do Planalto vem tratando do assunto. Segundo ele seria fundamental demonstrar que persistência no planejamento. Não bastaria anunciar medidas voltadas ao setor apenas de tempos em tempos como, por exemplo, aconteceu na semana passada quando o Ministério da Fazenda divulgou um pacote de medidas para tentar reaquecer o setor de etanol.
“O problema está na volatilidade das políticas governamentais para o setor, que não inspiram, muitas vezes, a segurança necessária aos investimentos”, comentou em seu discurso repisado a bem conhecida história do desmantelamento do Proálcool depois dos anos 1970 e a forma como, ao mesmo tempo em que o governo mantém um discurso de apoio à indústria, segura os preços dos combustíveis fósseis em patamares mais baixos do que no mercado internacional.
Biodiesel
No caso do biodiesel, o parlamentar reforçou a necessidade de novos aumentos na mistura obrigatória. “O Brasil está preparado para ir do B5 para o B7. Adicionar 7% de biodiesel no diesel será um grande passo porque a infraestrutura já está preparada”, disso ressaltando que a indústria reúne todas as condições para chegar rapidamente até 10% de mistura.
“A elevação do índice será um forte estímulo ao setor”, pontuou lembrando que, em 2012, o país consumiu 2,7 bilhões de litros de biodiesel tornando-se o terceiro maior produtor mundial desse biocombustível – atrás apenas dos Estados Unidos e da Argentina.
“Temos que ter credibilidade e segurança que são fatores aguardados pelos investidores. É essa a expectativa. Não podemos deixar de lado o etanol e outras energias limpas, como o biodiesel”, defendeu no final de seu discurso.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Agência Senado