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MME realiza reunião para debater biodiesel autorizativo

A nada empolgante estreia do biodiesel autorizativo no L47 foi pauta de uma reunião convocada pelo MME para a tarde de ontem (01).
BiodieselBR.com 4 min de leitura
A nada empolgante estreia do biodiesel autorizativo no Leilão 47 foi pauta de uma reunião realizada na tarde de ontem (01) em Brasília (DF). O encontro foi convocado pelo Ministério de Minar e Energia (MME) que reuniu representantes dos fabricantes de biodiesel, distribuidores, ANP e Petrobras.

A nada empolgante estreia do biodiesel autorizativo no Leilão 47 foi pauta de uma reunião realizada na tarde de ontem (01) em Brasília (DF). O encontro foi convocado pelo Ministério de Minar e Energia (MME) que reuniu representantes dos fabricantes de biodiesel, distribuidores, ANP e Petrobras.

Segundo o assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Guerra, a meta da reunião foi compartilhar as opiniões de todos os agentes para tentar identificar os motivos que levaram à falta de demanda nesse primeiro certame realizado e se o atual regramento está adequado. “A ideia era compartilhar as avaliações e ideias para possibilitar um desempenho melhor”, resume.

Para o representante da Abiove a maior trava ao desenvolvimento do mercado autorizativo ainda é a falta de experiência de todos os atores de mercado envolvidos. “Esse ponto foi praticamente um consenso. Ainda falta conhecimento sobre os mecanismos e regras o biodiesel voluntário especialmente por parte do cliente final que é quem vai criar a demanda”, afirma.

Além de ainda estarmos num ponto inicial da curva de aprendizado, o superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Minelli, destacou que o mercado autorizativo chegou num momento pouco favorável em função dos preços atrativos do óleo diesel no mercado internacional e da situação pouco favorável do câmbio. “Esses fatores geraram uma instabilidade no mercado que impediu [o autorizativo] de deslanchar”, aponta.

Para tentar suavizar ao menos uma dessas fontes de atrito, Minelli adianta que foram iniciadas conversas entre fabricantes, distribuidores e MME para a realização de uma série de eventos por todo o território nacional com o objetivo de apresentar o biodiesel autorizativo aos possíveis clientes. Um primeiro evento desse tipo já estaria, inclusive, marcado para acontecer em 07 de abril na capital mato-grossense, Cuiabá. “Ainda não está totalmente certo que vá acontecer, mas a ideia seria levar mais informações para aqueles que, de fato, têm o poder de fazer a demanda disparar nesse mercado – os grandes consumidores de diesel”, adianta.

Precipitado

Sobre mudanças nas regras do autorizativo, Guerra comentou que acha que ainda não há condições para cobrar um redesenho muito extenso. “Seria precipitado exigir mudanças nas regras de forma mais ‘aguda’ antes de termos os resultados outros leilões para ver se o consumidor final vai responder à outras condições de preço”, opina.

Minelli é um pouco mais enfático sobre a necessidade de mudanças e ressalta que já vê certo apoio a medidas como a desvinculação das regras do autorizativo dos editais da ANP. “Uma regulação específica para o autorizativo seria mais consistente”, defende. Esse não seria, no entanto, uma mudança já para o próximo leilão. Mesmo assim, ele informa que há sinais de que podemos esperar regras um pouco mais simples já no L48. “Vai dar uma simplificada”, adianta.

Ele também aproveitou a ocasião para ventilar uma proposta que a Aprobio já havia apresentado à ANP no mês passado para que ao mercado autorizativo não fique totalmente a mercê das negociações dos leilões. “Se tenho um comprador que está disposto a pagar determinado valor pelo biodiesel e uma usina e distribuidora dispostas a vender por esse valor, essa venda seria simplesmente homologada”, explica.

O grande receio é que no ambiente de competição dos leilões, volumes que já teriam dono praticamente certo acabam sendo arrematados por outro agente do mercado. “No leilão você pode acabar não conseguindo concretizar uma venda e isso pode levar a um descrédito do autorizativo”, encerra Minelli.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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