
As usinas comentam alguns dos motivos que levaram à redução na oferta de biodiesel durante o 34º Leilão da ANP.
“Ninguém está querendo mais tomar prejuízo”, foi dessa forma que o gerente de negócios da Fiagril, Francisco Flores, resumiu o estado de espírito com o qual as usinas de biodiesel chegaram ao Leilão 34. O certame teve seu primeiro dia de negociações realizado ontem e surpreendeu pelas ofertas fracas – as usinas colocaram a venda cerca de 588,7 milhões de litros, retração de 20% em relação ao leilão anterior.
Das 43 usinas participantes do L34, 21 disponibilizaram um volume menor que no leilão anterior. As quedas mais acentuadas foram verificadas nas ofertas de usinas que, tradicionalmente, ocupam a primeiras posições como ADM, Granol e Oleoplan.
Contidas
Em maior ou menor escala, a cautela parece estar sendo a tônica deste leilão. A Biocamp, usina instalada em Campo Verde (MT), cuja oferta média nos últimos seis leilões girou entre os 15 milhões de litros, disponibilizou neste certame apenas 8 milhões de litros de biodiesel. Procurada por BiodieselBR.com, a Biocamp limitou-se a dizer que “trata-se de uma decisão estratégica da empresa”.
A ANP manteve inalterada sua estratégia de reduzir os preços máximos de referência (PMRs) para esse leilão. Movimento que parece ter desagradado as usinas e precipitado essa redução na oferta.
No caso da mato-grossense Fiagril, que desde o L28 vinha se segurando com a disponibilização de um volume médio de 29 milhões de litros nos últimos 6 leilão, enxugou sua oferta em 6 milhões de litros para este leilão, colocando para negociação 23 milhões de litros de biodiesel. De acordo com Flores, o problema maior é que usinas verticalizadas estão preferindo exportar o óleo que esmagam a destiná-lo para a produção de biodiesel. “O preço inicial do biodiesel nos leilões está abaixo do preço do óleo. Compensa mais exportar”, expõe Flores, para quem é hora de “manter o pé no chão”, sem apelar para estratégias mais agressivas.
Apesar disso, as usinas aceitaram um deságio de 13,3% sobre o PMR. Em média, o preço que as usinas estão pedindo em seu produto ficou em R$ 2.053,99. Esse não é o preço final, durante as 3ª e a 5ª etapas do leilão – no qual as distribuidoras compras os volumes necessários –, a disputa faz com que os preços subam consideravelmente.
Durante a cobertura ao vivo feita por BiodieselBR.com, o analista do setor Miguel Angelo Vedana colocou suas fichas que o preço final do litro de biodiesel poderá ficar em R$ 2,15 o litro.
Além do preço praticado nos certames, a adaptação à nova especificação de novo teor de água – a partir do próximo mês, passa a valer os 200 ppm – e a escassez de matéria-prima no mercado são outras razões apontadas por Francisco para a disponibilização de um volume menor neste leilão.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
“Ninguém está querendo mais tomar prejuízo”, foi dessa forma que o gerente de negócios da Fiagril, Francisco Flores, resumiu o estado de espírito com o qual as usinas de biodiesel chegaram ao Leilão 34. O certame teve seu primeiro dia de negociações realizado ontem e surpreendeu pelas ofertas fracas – as usinas colocaram a venda cerca de 588,7 milhões de litros, retração de 20% em relação ao leilão anterior.
Das 43 usinas participantes do L34, 21 disponibilizaram um volume menor que no leilão anterior. As quedas mais acentuadas foram verificadas nas ofertas de usinas que, tradicionalmente, ocupam a primeiras posições como ADM, Granol e Oleoplan.
Contidas
Em maior ou menor escala, a cautela parece estar sendo a tônica deste leilão. A Biocamp, usina instalada em Campo Verde (MT), cuja oferta média nos últimos seis leilões girou entre os 15 milhões de litros, disponibilizou neste certame apenas 8 milhões de litros de biodiesel. Procurada por BiodieselBR.com, a Biocamp limitou-se a dizer que “trata-se de uma decisão estratégica da empresa”.
A ANP manteve inalterada sua estratégia de reduzir os preços máximos de referência (PMRs) para esse leilão. Movimento que parece ter desagradado as usinas e precipitado essa redução na oferta.
No caso da mato-grossense Fiagril, que desde o L28 vinha se segurando com a disponibilização de um volume médio de 29 milhões de litros nos últimos 6 leilão, enxugou sua oferta em 6 milhões de litros para este leilão, colocando para negociação 23 milhões de litros de biodiesel. De acordo com Flores, o problema maior é que usinas verticalizadas estão preferindo exportar o óleo que esmagam a destiná-lo para a produção de biodiesel. “O preço inicial do biodiesel nos leilões está abaixo do preço do óleo. Compensa mais exportar”, expõe Flores, para quem é hora de “manter o pé no chão”, sem apelar para estratégias mais agressivas.
Apesar disso, as usinas aceitaram um deságio de 13,3% sobre o PMR. Em média, o preço que as usinas estão pedindo em seu produto ficou em R$ 2.053,99. Esse não é o preço final, durante as 3ª e a 5ª etapas do leilão – no qual as distribuidoras compras os volumes necessários –, a disputa faz com que os preços subam consideravelmente.
Durante a cobertura ao vivo feita por BiodieselBR.com, o analista do setor Miguel Angelo Vedana colocou suas fichas que o preço final do litro de biodiesel poderá ficar em R$ 2,15 o litro.
Além do preço praticado nos certames, a adaptação à nova especificação de novo teor de água – a partir do próximo mês, passa a valer os 200 ppm – e a escassez de matéria-prima no mercado são outras razões apontadas por Francisco para a disponibilização de um volume menor neste leilão.
Cátia Franco – BiodieselBR.com