
A oferta das usinas no 34º Leilão da ANP vai negociar apenas 588,7 milhões de litros de biodiesel, 20,4% a menos do que no leilão passado.
Contrariando os prognósticos mais otimistas – havia quem esperasse o B7 já para esse leilão – o setor de biodiesel vai entrar em 2014 com o pé no freio. O 34º Leilão da ANP vai negociar apenas 588,7 milhões de litros de biodiesel, 20,4% a menos do que no leilão passado. Essa é a oferta mais fraca desde que a comercialização de biodiesel se tornou bimestral no Leilão 28 em dezembro de 2012.
Considerando que a oferta no L33 foi de 739,4 milhões de litros, teremos 150,7 milhões de litros a menos a disposição das distribuidoras para abastecer o mercado durante janeiro e fevereiro.
De cara, é preciso levar em conta que três usinas importantes – Camera, Barralcool e Grupal – não participaram do certame. A ausência delas explica uma contração de 34 milhões de litros na oferta. Contudo, essa já era uma redução mais ou menos esperada pelo mercado o que realmente chamou a atenção foi o fato de usinas que fazem parte da elite do mercado fez ofertas bem mais baixas. As campeãs da redução foram: ADM de Rondonópolis (34 milhões de litros), a Granol de Anápolis (20 milhões de litros); V-Biodiesel (18,5 milhões de litros) e Oleoplan de Veranópolis (14 milhões de litros).
Considerando que a capacidade máxima de oferta das 43 unidades produtivas que se habilitaram para a disputa está próxima da 1,1 bilhão de litros, a ocupação pretendida pelas usinas ficou em 54,4%.
Demanda
Historicamente, a demanda por óleo diesel é mais fraca no primeiro bimestre. Mesmo assim, o resultado de hoje deverá deixar a relação entre oferta e demanda das mais justas na história do segmento. E um desempenho ruim num momento em que o setor está pleiteando um aumento na mistura obrigatória.
Entre as possível explicações que surgiram durante a cobertura ao vivo do leilão feita por BiodieselBR.com, duas se destacam em particular. A primeira é que a oferta de óleo de soja no mercado não é tão ampla quanto se poderia esperar, a segunda é que muitas usinas ainda estão adaptando suas instalações para fabricar com o teor de água de 200 ppm que passa a valer a partir de 01 de janeiro.
Preço
Apesar da oferta restrita, o deságio médio em relação do preço máximo de referência (PMR) estabelecido pela ANP ficou em razoáveis 13,3%.
O preço médio pedido pelas usinas foi de R$ 2.053,99.
O leilão continua na quarta-feira, com as distribuidoras comprando biodiesel das usinas com selo social logo após com as usinas podendo reduzir seus preços. Essas duas etapas contarão com cobertura ao vivo da BiodieselBR.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Contrariando os prognósticos mais otimistas – havia quem esperasse o B7 já para esse leilão – o setor de biodiesel vai entrar em 2014 com o pé no freio. O 34º Leilão da ANP vai negociar apenas 588,7 milhões de litros de biodiesel, 20,4% a menos do que no leilão passado. Essa é a oferta mais fraca desde que a comercialização de biodiesel se tornou bimestral no Leilão 28 em dezembro de 2012.
Considerando que a oferta no L33 foi de 739,4 milhões de litros, teremos 150,7 milhões de litros a menos a disposição das distribuidoras para abastecer o mercado durante janeiro e fevereiro.
De cara, é preciso levar em conta que três usinas importantes – Camera, Barralcool e Grupal – não participaram do certame. A ausência delas explica uma contração de 34 milhões de litros na oferta. Contudo, essa já era uma redução mais ou menos esperada pelo mercado o que realmente chamou a atenção foi o fato de usinas que fazem parte da elite do mercado fez ofertas bem mais baixas. As campeãs da redução foram: ADM de Rondonópolis (34 milhões de litros), a Granol de Anápolis (20 milhões de litros); V-Biodiesel (18,5 milhões de litros) e Oleoplan de Veranópolis (14 milhões de litros).
Considerando que a capacidade máxima de oferta das 43 unidades produtivas que se habilitaram para a disputa está próxima da 1,1 bilhão de litros, a ocupação pretendida pelas usinas ficou em 54,4%.
Demanda
Historicamente, a demanda por óleo diesel é mais fraca no primeiro bimestre. Mesmo assim, o resultado de hoje deverá deixar a relação entre oferta e demanda das mais justas na história do segmento. E um desempenho ruim num momento em que o setor está pleiteando um aumento na mistura obrigatória.
Entre as possível explicações que surgiram durante a cobertura ao vivo do leilão feita por BiodieselBR.com, duas se destacam em particular. A primeira é que a oferta de óleo de soja no mercado não é tão ampla quanto se poderia esperar, a segunda é que muitas usinas ainda estão adaptando suas instalações para fabricar com o teor de água de 200 ppm que passa a valer a partir de 01 de janeiro.
Preço
Apesar da oferta restrita, o deságio médio em relação do preço máximo de referência (PMR) estabelecido pela ANP ficou em razoáveis 13,3%.
O preço médio pedido pelas usinas foi de R$ 2.053,99.
O leilão continua na quarta-feira, com as distribuidoras comprando biodiesel das usinas com selo social logo após com as usinas podendo reduzir seus preços. Essas duas etapas contarão com cobertura ao vivo da BiodieselBR.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com