O último leilão do B7 comercializou volumes de biodiesel abaixo dos que foram registrados para os leilões do B5.
Com o Leilão 52 o período de vigência do B7 está chegando a um fim melancólico com volumes vendidos abaixo de leilões do B5. Ao todo, as distribuidoras arremataram apenas 545,7 milhões de litros. Destes, 482 milhões de litros foram compradas durante o dia de ontem (08) e mais 63,7 milhões de litros – de um máximo de 120,5 milhões – na etapa que aconteceu nessa sexta-feira.
Com o Leilão 52 o período de vigência do B7 está chegando a um fim melancólico com volumes vendidos abaixo de leilões do B5. Ao todo, as distribuidoras arremataram apenas 545,7 milhões de litros. Destes, 482 milhões de litros foram compradas durante o dia de ontem (08) e mais 63,7 milhões de litros – de um máximo de 120,5 milhões – na etapa que aconteceu nessa sexta-feira.
Esse foi o menor volume de biodiesel a ser negociado por um leilão de biodiesel durante todo o período de vigência do B6 e B7. O último certame a negociar um volume tão baixo foi o L36 que comprou 463,8 milhões de litros para abastecer o mercado da mistura obrigatória durante os meses de maio e junho de 2014 – último leilão do B5.
O volume arrematado indica que as distribuidoras esperam vender pífios 7,8 bilhões de litros de óleo diesel no primeiro bimestre do ano que vem. Esse é um volume 5,2% menor que os 8,2 bilhões de litros que haviam sido comercializados durante os dois primeiros meses de 2016.
Isso sinaliza que o setor de distribuição continua bastante pessimista quanto a uma eventual retomada na atividade econômica do país. Até o mês de outubro – as vendas acumuladas de óleo diesel – caíram 5,1%.
Etapa 4
Das 32 usinas que estão participando ativamente deste leilão – ou seja, que fizeram ofertas na Etapa 2 do processo – cinco conseguira esgotar suas ofertas logo no primeiro dia da disputa. Sobram 27 usinas com saldos a vender no dia de hoje das quais 20 unidades tiraram proveito da Etapa 4 para baixar seus preços e ficaram mais competitivas.
A mais ousada foi a Oleoplan de Veranópolis que baixou em R$ 700 o preço pedido num lote de 12 milhões de litros.
Encerrada a etapa de reajustes, o preço médio do biodiesel ficou em R$ 2.788,01. Isso é cerca de 1% menos que o valor de R$ 2.819,79 que as usinas haviam pedido originalmente na Etapa 2 do processo.
Graças à disputa das distribuidoras o preço médio do biodiesel encerrou o leilão em R$ 2.835,81 cerca de 1,5% menos que os R$ 2.880,10 do preço médio no leilão anterior. Considera o volume vendido, o faturamento geral do L52 foi de R$ 1,54 bilhão.
Esse foi um faturamento praticamente idêntico ao do L49. Um banho de água fria no setor depois do bom resultado comercial registrado no Leilão 51.
Destaques
– O certame encerrou com compras de biodiesel que totalizam 545,8 milhões de litros o que permitiria venda de 7,8 bilhões de litros óleo diesel;
– Na Etapa 5 foram negociados 63,7 milhões de litros de um máximo possível de 120,5 milhões, depois que da Etapa 3 ter negociado frustrantes 482,1 milhões de litros;
– O preço médio do metro cúbico de biodiesel ficou em R$ 2.835,81 o que coloca o faturamento do L52 em R$ 1,54 bilhão;
– Seis usinas esgotaram todo o biodiesel que tinham colocado à disposição do mercado das quais apenas uma – a BSBios de Marialva – chegou perto de vender toda sua capacidade produtiva para o bimestre;
– No outro lado do espectro, apenas duas concorrentes – a Biopar MT e a Caibiense – não conseguiram vender nenhuma gota;
– A maior vendedora do leilão foi a ADM de Rondonópolis com 54 milhões de litros arrematados por R$ 2.831,74;
– Considerando o desempenho dos grupos empresariais, o melhor resultado também ficou com a ADM que teve 74,2 milhões de litros arrematados;
– O biodiesel mais caro da rodada foi da Amazonbio que conseguiu vender 240 mil litros por R$ 3.305,00 por m³;
– O mais barato é o da Cofco que vai levar apenas R$ 2.627,84 por 18 milhões de litros;
– A unidade da federação que mais vendeu biodiesel foi o Mato Grosso que totalizou 123 milhões de litros negociados.
Veja aqui o resultado completo do leilão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com o Leilão 52 o período de vigência do B7 está chegando a um fim melancólico com volumes vendidos abaixo de leilões do B5. Ao todo, as distribuidoras arremataram apenas 545,7 milhões de litros. Destes, 482 milhões de litros foram compradas durante o dia de ontem (08) e mais 63,7 milhões de litros – de um máximo de 120,5 milhões – na etapa que aconteceu nessa sexta-feira.
Esse foi o menor volume de biodiesel a ser negociado por um leilão de biodiesel durante todo o período de vigência do B6 e B7. O último certame a negociar um volume tão baixo foi o L36 que comprou 463,8 milhões de litros para abastecer o mercado da mistura obrigatória durante os meses de maio e junho de 2014 – último leilão do B5.
O volume arrematado indica que as distribuidoras esperam vender pífios 7,8 bilhões de litros de óleo diesel no primeiro bimestre do ano que vem. Esse é um volume 5,2% menor que os 8,2 bilhões de litros que haviam sido comercializados durante os dois primeiros meses de 2016.
Isso sinaliza que o setor de distribuição continua bastante pessimista quanto a uma eventual retomada na atividade econômica do país. Até o mês de outubro – as vendas acumuladas de óleo diesel – caíram 5,1%.
Etapa 4
Das 32 usinas que estão participando ativamente deste leilão – ou seja, que fizeram ofertas na Etapa 2 do processo – cinco conseguira esgotar suas ofertas logo no primeiro dia da disputa. Sobram 27 usinas com saldos a vender no dia de hoje das quais 20 unidades tiraram proveito da Etapa 4 para baixar seus preços e ficaram mais competitivas.
A mais ousada foi a Oleoplan de Veranópolis que baixou em R$ 700 o preço pedido num lote de 12 milhões de litros.
Encerrada a etapa de reajustes, o preço médio do biodiesel ficou em R$ 2.788,01. Isso é cerca de 1% menos que o valor de R$ 2.819,79 que as usinas haviam pedido originalmente na Etapa 2 do processo.
Graças à disputa das distribuidoras o preço médio do biodiesel encerrou o leilão em R$ 2.835,81 cerca de 1,5% menos que os R$ 2.880,10 do preço médio no leilão anterior. Considera o volume vendido, o faturamento geral do L52 foi de R$ 1,54 bilhão.
Esse foi um faturamento praticamente idêntico ao do L49. Um banho de água fria no setor depois do bom resultado comercial registrado no Leilão 51.
Destaques
– O certame encerrou com compras de biodiesel que totalizam 545,8 milhões de litros o que permitiria venda de 7,8 bilhões de litros óleo diesel;
– Na Etapa 5 foram negociados 63,7 milhões de litros de um máximo possível de 120,5 milhões, depois que da Etapa 3 ter negociado frustrantes 482,1 milhões de litros;
– O preço médio do metro cúbico de biodiesel ficou em R$ 2.835,81 o que coloca o faturamento do L52 em R$ 1,54 bilhão;
– Seis usinas esgotaram todo o biodiesel que tinham colocado à disposição do mercado das quais apenas uma – a BSBios de Marialva – chegou perto de vender toda sua capacidade produtiva para o bimestre;
– No outro lado do espectro, apenas duas concorrentes – a Biopar MT e a Caibiense – não conseguiram vender nenhuma gota;
– A maior vendedora do leilão foi a ADM de Rondonópolis com 54 milhões de litros arrematados por R$ 2.831,74;
– Considerando o desempenho dos grupos empresariais, o melhor resultado também ficou com a ADM que teve 74,2 milhões de litros arrematados;
– O biodiesel mais caro da rodada foi da Amazonbio que conseguiu vender 240 mil litros por R$ 3.305,00 por m³;
– O mais barato é o da Cofco que vai levar apenas R$ 2.627,84 por 18 milhões de litros;
– A unidade da federação que mais vendeu biodiesel foi o Mato Grosso que totalizou 123 milhões de litros negociados.
Veja aqui o resultado completo do leilão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com