Na última sexta-feira (02), a ANP anunciou os preços de máximos de referência (PMRs) que valeriam para o 55º Leilão de Biodiesel. O biodiesel ficou 6,1% mais barato. Essa foi a terceira queda seguida totalizando 13,7% de queda nos preços.
Na última sexta-feira (02), a ANP anunciou os preços de máximos de referência (PMRs) que valeriam para o 55º Leilão de Biodiesel. O biodiesel ficou 6,1% mais barato. Essa foi a terceira queda seguida totalizando 13,7% de queda nos preços.
Na última sexta-feira (02), a ANP anunciou os preços de máximos de referência (PMRs) que valeriam para o 55º Leilão de Biodiesel. O biodiesel ficou 6,1% mais barato. Essa foi a terceira queda seguida totalizando 13,7% de queda nos preços.
A decisão da agência reguladora desagradou aos fabricantes que apontam que sua principal matéria-prima ficou mais cara ao longo do período se levada em conta as variações do câmbio e o prêmio pago pelo insumo no mercado brasileiro.
Se olharmos exclusivamente as cotações do óleo de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago, que serve de referência para a formação dos preços em nível mundial, a decisão da ANP parece pouco controversa. As cotações dos contratos do mercado futuro para agosto – mês que faz parte do período de entregas do L55 – vem caindo de forma consistente desde meados do mês passado.
Entre 17 de maio e 02 de junho, os preços recuaram 6,3% atingindo o valor mais baixo do ano com US$ 686,74 a tonelada. Mas essa é apenas a parte mais recente num processo que já vem acontecendo desde o começo do ano [veja gráfico] mas que teve um pequeno hiato entre abril e maio – quando os valores tiveram um pequeno repique.
Alta real
Mas os preços em dólar são apenas parte da equação para as usinas de biodiesel. Assim que se coloca na ponta do lápis o impacto do câmbio, a situação muda bastante. Em 02 de junho, a tonelada de óleo estava custando R$ 2.224,70. Esse é um resultado cerca de 3,5% acima da mínima do ano que foi registrada em 18 de abril.
E isso é antes de acrescentar o chamado “prêmio” – um valor que serve para equalizar as situações no mercado brasileiro e norte-americano. Segundo a Associação Brasileira da Industria de Óleos Vegetais (Abiove), na média do mês de maio os compradores nacionais precisaram desembolsar US$ 13,89 além do preço de Chicago se quisessem fechar negócio. Usando esse número como referência, a tonelada do óleo de soja em 02 de junho passa a custar R$ 2.269,70. Isso representa uma alta de 3,7% sobre a mínima.
Não quer dizer que a tendência de baixa verificada no mercado norte-americano não esteja presente. Desde 18 de maio, as cotações em real já caíram 8%. Mesmo assim, os preços dos contratos ainda não ficaram abaixo do patamar apresentado pelo mercado durante o mês de abril. Assim, a baixa dos PMRs foi na contramão do mercado.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
Na última sexta-feira (02), a ANP anunciou os preços de máximos de referência (PMRs) que valeriam para o 55º Leilão de Biodiesel. O biodiesel ficou 6,1% mais barato. Essa foi a terceira queda seguida totalizando 13,7% de queda nos preços.
A decisão da agência reguladora desagradou aos fabricantes que apontam que sua principal matéria-prima ficou mais cara ao longo do período se levada em conta as variações do câmbio e o prêmio pago pelo insumo no mercado brasileiro.
Se olharmos exclusivamente as cotações do óleo de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago, que serve de referência para a formação dos preços em nível mundial, a decisão da ANP parece pouco controversa. As cotações dos contratos do mercado futuro para agosto – mês que faz parte do período de entregas do L55 – vem caindo de forma consistente desde meados do mês passado.
Entre 17 de maio e 02 de junho, os preços recuaram 6,3% atingindo o valor mais baixo do ano com US$ 686,74 a tonelada. Mas essa é apenas a parte mais recente num processo que já vem acontecendo desde o começo do ano [veja gráfico] mas que teve um pequeno hiato entre abril e maio – quando os valores tiveram um pequeno repique.
Alta real
Mas os preços em dólar são apenas parte da equação para as usinas de biodiesel. Assim que se coloca na ponta do lápis o impacto do câmbio, a situação muda bastante. Em 02 de junho, a tonelada de óleo estava custando R$ 2.224,70. Esse é um resultado cerca de 3,5% acima da mínima do ano que foi registrada em 18 de abril.
E isso é antes de acrescentar o chamado “prêmio” – um valor que serve para equalizar as situações no mercado brasileiro e norte-americano. Segundo a Associação Brasileira da Industria de Óleos Vegetais (Abiove), na média do mês de maio os compradores nacionais precisaram desembolsar US$ 13,89 além do preço de Chicago se quisessem fechar negócio. Usando esse número como referência, a tonelada do óleo de soja em 02 de junho passa a custar R$ 2.269,70. Isso representa uma alta de 3,7% sobre a mínima.
Não quer dizer que a tendência de baixa verificada no mercado norte-americano não esteja presente. Desde 18 de maio, as cotações em real já caíram 8%. Mesmo assim, os preços dos contratos ainda não ficaram abaixo do patamar apresentado pelo mercado durante o mês de abril. Assim, a baixa dos PMRs foi na contramão do mercado.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com