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Para garantir oferta, L40 terá preço de referência 11% maior

L40PMRs 031214A ANP aumentou em cerca de 11% os preços máximos de referência que valerão para o L40. A medida foi tomada para afastar o risco de outro bimestre com oferta baixa.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O dia começou com uma boa notícia para o setor. Para garantir que o 40º Leilão de Biodiesel não repita os mesmos problemas de oferta verificados no L39 – que detonaram uma crise que levaria ao primeiro leilão complementar da história do programa de biodiesel –, a ANP aumentou os preços máximos de referência (PMRs) em praticamente 11%. Os valores foram publicados ontem à noite no portal da agência.

O dia começou com uma boa notícia para o setor. Para garantir que o 40º Leilão de Biodiesel não repita os mesmos problemas de oferta verificados no L39 – que detonaram uma crise que levaria ao primeiro leilão complementar da história do programa de biodiesel –, a ANP aumentou os preços máximos de referência (PMRs) em praticamente 11%. Os valores foram publicados ontem à noite no portal da agência.

Na média, as usinas com Selo poderão pedir R$ 2.371,00 pelo m³ de biodiesel; já o preço máximo para as usinas sem Selo foi fixado em R$ 2.332,20. Este leilão terá um teto em média 23 centavos por litro maior que no leilão passado. A última vez em que os preços estiveram nesses patamares foi no 36º Leilão realizado em abril passado. 

Essa alta repentina dá a entender que a ANP deu alguma razão aos protestos do setor de que PMRs excessivamente colados à cotação do óleo de soja estiveram entre os motivos do setor ter pisado no freio e reduzir a oferta de biodiesel no leilão passado.

Desde a chegada do B6, o governo parecia estar perseguindo uma estratégia de usar os PMRs para tentar diminuir o delta entre o preço pago pelo biodiesel e pelo diesel convencional. Entre o L36 – quando o B6 foi oficialmente lançado – e o L39, os preços arbitrados pela ANP foram cortados em praticamente 14,5%. 

Isso fez com a que margem em relação ao valor do óleo de soja caísse quase pela metade – indo de 40% no L36 para 18% no L39. 

Segundo informações repassadas à BiodieselBR.com pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ontem (02) o preço da tonelada do óleo de soja na praça de São Paulo (na modalidade FOB com 12% de ICMS) foi negociado a R$ 2.203,41. Fazendo as devidas conversões e descontando o tributo, chegamos a um valor de R$ 1.781,94 pelo metro cúbico do óleo o que nos leva a uma margem pouco maior do que 33% se consideramos o valor do PMR médio para usinas com Selo.

É um salto relevante. Especialmente se considerarmos que, segundo a edição de outubro do Boletim Mensal dos Combustíveis Renováveis do MME, os PMRs do L39 tiveram como comparação um preço de R$ 1,77 para o litro do óleo de soja. 

Diferença
Apesar da elevação nos preços gerais do biodiesel, a diferença entre o valor pago para usina com e sem o Selo Social ficou, na média, nos mesmos R$ 38 por m³.

Essa estabilidade, no entanto, oculta mudanças importantes ocorridas em cada região. No Nordeste o prêmio pago a usinas com selo subiu (de R$ 45 para R$ 50) bem como no Sul (de R$ 35 para R$ 40) enquanto no Norte o valor foi reduzido (de R$ 30 para R$ 25). 

O leilão começa na próxima terça-feira (09), com as usinas fazendo suas ofertas. Essa é a etapa que o setor ficará sabendo o tamanho da oferta de biodiesel para o bimestre.

Veja abaixo os preços máximos para o L40:
Tabela L40PMRs_031214

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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