Aumento das ofertas de biodiesel na Etapa 2 é recorde, mas ocupação das usinas habilitadas fica menor
O atraso de uma semana por conta da greve dos caminhoneiros não parece ter afetado em muito o ânimo do setor para o 61º Leilão de Biodiesel que foi aberto hoje (12) com as usinas anunciando os volumes de biodiesel que querem vender e os valores mínimos que estão dispostas a aceitar. Organizado para ANP para atender à demanda do mercado no quarto bimestre deste ano, o certame terá um pouco mais de 1,04 bilhão de litros à disposição.
O atraso de uma semana por conta da greve dos caminhoneiros não parece ter afetado em muito o ânimo do setor para o 61º Leilão de Biodiesel que foi aberto hoje (12) com as usinas anunciando os volumes de biodiesel que querem vender e os valores mínimos que estão dispostas a aceitar. Organizado para ANP para atender à demanda do mercado no quarto bimestre deste ano, o certame terá um pouco mais de 1,04 bilhão de litros à disposição.
Embora seja recorde, a oferta ficou apenas um pouco maior na comparação com o L60. O avanço foi de esquálidos 0,6%. Isso apesar da capacidade produtiva habilitada ter aumentado em mais do que 3,8% em grande parte graças ao retorno da Camera de Ijui ao mercado de biodiesel o que fez com que a capacidade inscrita se aproximasse dos 1,25 bilhão de litros.
A maior oferta da rodada foi a Granol de Anápolis que colocou 70 milhões de litros a venda – cerca de 83% do total que a planta poderia num único bimestre. Das 38 unidades produtivas devidamente habilitadas, 12 colocaram toda sua capacidade bimestral a venda.
Em sua volta ao mercado depois que praticamente 5 anos, a Camera não ofertou tudo o que podia e colocou à venda 20 milhões de litros. Isso representa um pouco mais de metade da capacidade total da planta.
Percentual menor
Com a oferta avançando bem menos que a habilitação, a relação entre o volume efetivamente colocado à venda e o máximo que as usinas poderiam ficou em 83,3%.
Embora esse valor seja inferior do que a relação de 86% atingida no L60, ele continua substancialmente acima do que vinha sendo praticado antes da chegada do B10 em março passado.
Mesmo com o mercado mais curto, os preços pedidos pelas empresas não estão avançando com o vigor que seria de se esperar.
Em média, as usinas aceitaram um deságio de 22,6% sobre os preços máximos de referência propostos pela ANP quase duas semanas atrás e pediram R$ 2.375,51 por cada metro cúbico de biodiesel.
Na mesma etapa do leilão anterior, o valor médio do biodiesel era de R$ 2.368,79. O aumento em um bimestre foi menor que 0,3%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com